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sábado, 21 de janeiro de 2012

Eu te Amo!


Hoje eu estive perto de você.
Incrível como sua presença mexe comigo.
Como é suave seu perfume.
Como é macia a sua pele.
Como é doce a sua voz.
Menina dos meus olhos.
Quero-te perto cada vez mais.

Essas flores podem murchar,
Mas meu sentimento pode ser cultivado.
Dependerá apenas de nós dois!

Daquele que apesar de te amar em segredo,
Não mais consegue manter esse silencio,
Pois o amor não cabe mais dentro de mim.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Espírito Inquieto



“Agora em todas as encruzilhadas da minha vida, eu sempre soube qual o caminho era o certo. Sem exceção, sempre soube, mas nunca eu os segui. Você sabe por quê?
Era difícil demais. ”
Perfume de Mulher







Pobre garoto de espírito inquieto,
descobriu que já não fazia falta para ninguém...
Por que faria falta para as pessoas, afinal?
Não podia dar nada além dele mesmo!

Pobre garoto de espírito inquieto,
andava perdido pelos labirintos de seu destino...
Eram realmente ironias da vida?
Colhia somente aquilo que plantou!

Pobre garoto de espírito inquieto,
descobriu que precisava mais das pessoas...
Suas atitudes valeram a pena no final?
Nunca dando o braço a torcer!

Pobre garoto de espírito inquieto,
andava pelos lugares como se não pertencesse mais...
Quem notaria uma criatura tão sem esperança?
Não era notado mais que o celofane!

Pobre garoto de espírito inquieto,
finalmente tinha aprendido a viver pela regra deles...
Mas deveria esquecer-se sua personalidade?
Seria para sempre uma pessoa imperdoável!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Qualquer outra coisa...


“Ela é só uma menina
E eu pagando pelos erros que eu nem sei se cometi
Ela é só uma menina
E eu deixando que ela faça o que bem quiser de mim
Se eu queria enlouquecer essa é a minha chance
É tudo que eu quis”

Romance Ideal – Os Paralamas do Sucesso








Eu não fiz nada, mas você veio até mim mesmo assim. Evitei-te ao máximo, mas devo admitir que não tentei o suficiente. Como eu poderia se já estava perdido desde antes dos seus olhos pararem nos meus. Não podia me defender de sua aproximação e fiz coisas que jamais julgaria capaz de realizar. No entanto, não há um segundo de arrependimento em mim.
Não foi uma chegada rápida ou abrupta. Vindo de mansinho como quem não queria nada e talvez até tenha sido o que aconteceu. Mas foi ficando e se espalhando em todo meu coração como se já fosse dona dele há muito tempo. Era cada vez mais difícil evitar você. Era cada vez mais difícil não pensar em você. Era cada vez mais difícil não te querer perto.
Então nos admiramos. Eu e você. O que havia em volta não importava mais. Na verdade nem mesmo nós dois importava mais. Apenas como um via o outro. Imagens idealizadas de nós mesmos, ou talvez um tenha visto verdadeiramente o outro pela primeira vez. A sintonia era evidente até mesmo para os que não habitavam nosso mundo. Não era amizade nem amor, devia ser qualquer outra coisa.
Assim nossos corações se tocaram. Um momento único que nenhum de nós pode explicar depois, mas apenas sentir. A intensidade ocupou o espaço de toda a calma que havia até então e nenhum dos dois conseguiu entender bem o que aconteceu. O bem querer se tornou palpável com um toque suave, mas que rapidamente se tornou dolorido. Nossas vidas tomaram outro rumo desde então.
Tudo que aconteceu foi fantástico. Mesmo quando não soubemos como reagir devido à vertigem de informações e mudanças que estavam acontecendo em nossas vidas. Segredos não foram revelados apesar de um confiar no outro como nunca fizemos antes. As transformações continuam acontecendo e embora pareça cada vez mais distante agora, ainda não sabemos se teremos um final feliz. Se existe ainda alguma esperança em nós.
O que é fato agora é a distancia. Seja ela provocada ou natural cada vez mais um não se conforta mais no outro. Seja amor ou amizade. Tomamos caminhos tão diferentes que até parece que foi por medo. Insegurança do que poderia ser e de tudo que deveria ser enfrentado. Fomos pelo caminho mais fácil. Eu vou partir, mas não sei se isso é um adeus ou apenas um até logo. A única coisa que tenho certeza é que voltarei para aquela velha casa e a porta estará apenas encostada...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Perda...


Quando se perde um amigo somos abatidos por uma tristeza sem fim.
Como se nosso porto seguro fosse invadido e perdemos o nosso chão.
Não temos mais aquele abrigo em que finalmente abaixamos a guarda.
Assim a dor só pode passar com ajuda acalentadora daqueles que ficam.
Apenas um amigo, mesmo sem substituir, pode curar a perda de outro.
No entanto, alguns amigos podem ser impossíveis de deixar partir.
O amor é tão grande que se torna difícil não o querer bem pertinho.
Às vezes não perdemos um, mas vários de forma constante e inexorável.
Perdemos a direção e nos sentimos solitários, mesmo em meio de muitos.
O sentimento de perda nos faz tentar mudar toda essa cruel situação.
Mas como pedir para ficar, sem acabarmos sendo totalmente egoístas?
Querer próximo não é prender e a felicidade não está na obrigação.
Assim o vemos partir calados e mergulhados em nossas próprias lágrimas.
Vazio que nunca será preenchido e talvez jamais sanado pelo tempo.
Aos que ficam resta apenas a saudade, pois esta sim está sempre presente.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Tempo e a Lua


Raistlin Majere sentou-se pesadamente na pedra já sentindo os efeitos de sua costumeira vertigem devido ao esforço físico provocado pela longa demanda. Sua saúde estava muito debilitada, mas sempre falava para si mesmo e aos demais companheiros que era o preço a se pagar por tanto poder recebido das Torres de Alta Magia. Sua pele amarelada lhe dava ainda um maior aspecto doentio sem falar dos cabelos brancos, mas nada se comparava aos excessos de tosse. Esses eram horríveis.
O mago vermelho estava em uma caverna gelada, mas era bem mais aquecida que a paisagem lá fora. Estalactites e estalagmites frias brotavam diligentes, mas a fogueira que seu irmão prontamente acendeu deve ser o suficiente para trazer calor e luz. Um local isolado dos outros que sempre buscava para consultar seu grimório e preparar suas magias diárias. Um processo longo e dispendioso que lhe exigia muita atenção e dedicação. Gestos elaborados, palavras estranhas e componentes materiais exóticos que provocavam um efeito na trama e geravam uma determinada magia.
Entretanto, antes dele sequer pegar o livro, uma pessoa se aproximou pela entrada da caverna e isso já o irritou. Queria um tempo para si e seus novos “amigos” pareciam não quererem deixá-lo em paz. Era sempre assim e aquilo estava incomodando Raistlin de uma maneira que afetava seu físico e veio a crise de tosse.
Foi assim que Lua Dourada o encontrou. O aparente frágil arcano estava limpando a boca com seu lenço que se tingira rubro como seu robe. Aquela era uma doença eterna que o matava por dentro e estaria sempre mostrando que o poderoso mago era apenas um mortal no fim das contas.
- Veio me curar princesa exilada de Que Shu? – perguntou o alto mago – Receio que a incomode ser sacerdotisa da Deusa da Cura e andar em uma campanha com alguém tão enfermo como eu.
- Eu posso... – tentou começar ela, mas Raistlin a interrompeu com novos rompantes de tosse e se levantou ignorando-a.
O homem se afastou dela indo em direção a fogueira em chamas buscando um pouco mais de conforto e aparentemente deu certo, pois suas crises deram finalmente alguma trégua. Entretanto Lua Dourada o seguiu e sentou-se do lado dele. O arcano a encarou e viu apenas olhos amáveis. Deveria ser uma linda visão observar aquela mulher, mas o jovem não poderia vê-la da forma que os outros viam. Não podia ver ninguém da forma que os outros normais faziam. Seus olhos de íris em formato de ampulheta viam apenas a passagem do tempo e como toda a matéria se deteriora. Não era uma linda jovem que o alto mago via, mas uma mulher envelhecendo e isso o deixava ainda mais triste e pessimista. A real percepção das coisas como costumava dizer para si mesmo. Tudo está sempre morrendo.
- Porque sempre se afasta dos seus amigos? – indagou a clériga – Eu sei que algo o incomoda, mas posso ajudá-lo!
- E nada a faria tão feliz não é mesmo? – ironizou o mago – Por trás de seu aparente altruísmo está à satisfação pessoal de sanar os males de alguém como eu ou levar para o rebanho esse cordeiro desgarrado.
- Você não é maligno, o que todos falam sobre ti não é verdade. Eu sei que existe bondade em você!
- Ora, sabes de muitas coisas não é mesmo? A grande princesa dos bárbaros já sabe tudo ao meu respeito, mesmo depois do que? Alguns dias que nos encontramos pela primeira vez na Hospedaria do Lar Derradeiro? Agora tu e todos estes teus “amigos” conhecem-me perfeitamente não é mesmo? Sinto dizer querida que as profundezas da minha alma sejam bem mais espessas!
- Sei o suficiente para dizer que o que tens posso curar, mas é a ti que não queres que eu te cure.
- Parabéns, você adquiriu a incrível habilidade de perceber o óbvio!
A lenha fumegante estalou distraindo os dois e dissipando a tensão que havia sido criada pela conversa. Raistlin aproveitou o momento para se retirar e ir mais adentro das sombras da caverna. Com apenas uma palavra mágica, shirak, ele fez a bola de cristal na ponta do seu cajado se iluminar e o usou-a como um archote para que não fosse totalmente imergido na escuridão.
Lua Dourada o seguiu prontamente, pois não queria desistir ainda de seu companheiro. Não sabia se havia verdade nas palavras dele. Ela, como qualquer mulher com sua sabedoria e comprometimento, questionava-se o tempo todo. Perguntava se estava sendo útil a causa dos deuses. Perguntava se era realmente um instrumento da vontade deles.
Assim a sacerdotisa o seguiu.
Caminharam por alguns metros mais adentro da garganta da caverna e quando o frio voltou a incomodar, Raistlin parou e encarou Lua Dourada nos olhos. Aquela não era uma das visões mais agradáveis, pensou ela, mas estava focada em seu objetivo e pedindo forças a Deusa ela iniciou.
- Vocês magos se acham inteligentes e são mesmo! No entanto é uma qualidade adquirida exclusivamente pelo conhecimento. Tanto aprendem, mas pouco sabem o que fazer com isso. Os arcanos valorizam muito pouco a sabedoria.
- Entendo. – disse Raistlin – Acredito que apreciem sua intuição e capacidade de tirar deduções baseados no nada. Claro que conhecimento é inútil não é mesmo? Já que são sempre guiados pelos deuses!
- Não foi... – a clériga parou, pois apenas agora tinha entendido como suas próprias palavras soaram arrogantes. – Eu só estou tentando entender você. – agora Lua Dourada estava conseguindo ser mais humilde – Sei que acha que eu o ajudo por arrogância, mas eu realmente acho que tem um lado bom em ti e por algum motivo não mostras... talvez por...
- Medo! – completou o mago vermelho – Não acho que seja arrogância querida, mas com certeza não é altruísmo. Você ficaria muito satisfeita consigo mesma se me conseguisse “salvar”. Isso não condiz com altruísmo não é mesmo? A grande sacerdotisa da Deusa da Cura se importa mais com estar agradando sua própria divindade que com minha alma, disso tenho certeza!
- Sabe o que eu acho? – Raistlin não respondeu, mas olhou para ela atento. Assim Lua Dourada achou melhor prosseguir – Acho que você fala muito sobre mim mesmo dizendo que nos conhecemos pouco. Diz-me que não sei nada sobre você, mas sabes muito sobre mim não? Acho que fala assim pra esquivar do ponto principal de nossa conversa.
- Quer saber sobre mim? O cavaleiro já não lhe disse o bastante? Sou um arcano e por isso só posso ser maligno e ele está certo, devo ser justo, pois nada ficará entre eu e meus objetivos. Qualquer um que se opor a mim sofrerá conseqüências e isso meu irmão pode lhe dizer melhor que eu mesmo!
- Será mesmo ou isso é apenas a projeção que os outros fazem sobre você? Talvez goste dessa imagem, pois isso lhe protege como uma armadura. Se você os decepcionar logo no inicio não ficará com remorso quando abandonar aqueles que ama, mas sabe de uma coisa? Todos têm um propósito! Guiados pelos deuses ou não e o grande mago Raistlin também tem o dele e tenho certeza que é bem diferente que eu ou qualquer um de nós possamos imaginar.
- Existem sombras em mim Lua Dourada. Mais que possa imaginar e sua cruzada para me salvar falhará vergonhosamente.
- Existem sombras em você? Ora, meu caro, existem sombras em mim e no mais altruísta dos heróis de Ansalon! Tal como existe bondade no mais perverso dos corações. Acha realmente que dizer que eu falharei vai me fazer desistir?
- Não! – disse o arcano – No entanto essa sua visão maniqueísta do mundo vai fazer com que cometa erros e vai se arrepender deles no fim. Bem e mal não existem realmente, são apenas pontos de vista.
- Agora sabes do meu futuro?
- Sabe por que eu tenho esses olhos de ampulheta? Por que eu vejo o futuro e tudo se desintegrando no processo. Eu vejo a sua morte como vejo a de todas as pessoas que conheço ó grande Filha do Líder! Quando todos vêem a linda e perfeita Lua Dourada eu apenas vejo seu corpo envelhecer inexoravelmente.
Aquilo fez o coração da sacerdotisa descompassar. Ela tentou disfarçar, mas percebeu no sorriso de Raistlin que tinha falhado miseravelmente. Se o mago vermelho dizia a verdade aquilo deveria ser horrível. Ver tudo morrendo... Então a clériga o entendeu. Finalmente alguém tinha compreendido. Como poderia haver esperança em alguém que só via o mundo em decadência e ruína?
- Talvez eu não possa o compreender meu caro. Todo mago se gaba por não ser marionete dos deuses, mas acaba sendo influenciado também.
- Como assim?
Ele fez uma pergunta e Lua Dourada percebera que realmente tinha chamado a atenção daquele homem tão reservado. Era aquele o momento que ela poderia ajudar verdadeiramente. Ela tinha que atacar sua arrogância.
- Os deuses podem não guiá-lo, mas você, como todos nós, é influenciado pelo seu meio. Pelas pessoas que dizem quem você é e pelas circunstâncias impostas pelo seu destino. Tenta desesperadamente ser dono de seu destino, mas se entrega a algo traçado por fatores que acredita não estar em suas mãos.
- Eu sou o que eu mesmo faço de mim!
- Então me prove isso e faça com que todos vejam que você não é o mago que eles projetam em você, mas que é bem mais que isso. Não dominamos o futuro meu amigo, mas pode ser o mestre do passado e do presente.
- Realmente existe sabedoria nas palavras de uma sacerdotisa! No entanto, como saber se sou o que sou por mim mesmo ou pelo meio em que vivo?
- Realmente existe inteligência nas palavras de um mago! Não saber é o que deve nos motivar, meu caro. Sofremos decepções, mas são elas que fazem nossa vida mais interessante...
Os dois sorriram e a imagem do arcano não era mais assustadora para Lua Dourada como a imagem da clériga não era mais tão mórbida para Raistlin.
- Receio que a decepcionarei sacerdotisa!
- Mesmo? Acho que ficará surpreso do quanto coloco minha fé em ti. Acho que você nos salvará antes do fim. Acredito mesmo!
- Eu vejo a morte minha querida e seu fim será com um grande sacrifício e isso é tudo que vou revelar sobre sua morte.
- Então é tudo que preciso saber e fico feliz, pois me mostraste agora que servirei a causa plenamente. Como disse, ainda há bondade em você.
Lua Dourada se afastou do mago deixando-o em suas próprias sombras na penumbra da caverna. Raistlin a acompanhou com o olhar enquanto podia e contemporizou sobre as ultimas palavras que ela disse. Os últimos momentos dela, que o mago tinha visto com seus olhos de ampulheta, estavam claros na mente dele, pois aquela visão também era sobre seu próprio futuro. Talvez não exista mais bondade nele, mas existe amor e estava preparado para matar aquilo que nunca tinha existido.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Doces Sonhos


“Sweet dreams are made of this.
Who am i to disagree?
I traveled the world and the seven seas.
Everybody's looking for something.”
Sweet Dreams

O que você fez comigo?

Algo tão recente e ao mesmo tempo tem tanta intensidade. As emoções tão a flor da pele, seja por um lado ou por outro. Gostar do que você faz é o mesmo que amar e achar ruim alguma atitude sua é o mesmo que odiar. Paixão inexorável para o bem ou para o mal.

Força avassaladora que se bateu contra mim vertiginando meus sentidos e revirando meu mundo de maneira tão assustadora. Arrebata meu juízo e faz com que eu surpreenda a mim mesmo. Tira de mim a mim mesmo. Retira os grilhões que eu mesmo prendi a mim, sejam eles justos ou não. Faz-me ousar o que nunca imaginei antes.

No entanto, o que mais me intriga é que mesmo assim eu tenho uma paz que nunca senti antes. Mesmo com medo eu me entrego e fico sereno diante da tormenta. Consigo perceber e entender bem todos os riscos e tudo que estou apostando, mas ainda sim eu sei exatamente o que quero e isso me traz uma estranha calma.

Intensidade e ao mesmo tempo suavidade. Sentimentos tão opostos que se misturam em minha alma e fazem com que eu me compreenda melhor. Fazem com que eu queira ser melhor, mesmo cometendo meus erros humanos. Foi o que essa dicotomia provocou em mim. Querer ser ainda melhor para você.

O futuro é incerto para nós. Disso eu sei e você sabe muito bem também, mas pense! Algo que gera essa profusão de sentimentos não poderia ser diferente. A magia nunca foi mais que um doce sonho minha querida. Tivemos nosso momento e aquela linda tarde ainda está em minha mente como muitas outras coisas que me faz lembrar você. Por isso eu não tenho receio do que há por vir, pois seja que rumo nossas vidas tomem ainda temos nosso momento. Pode ser passado, mas espero que seja presente também. Acho que minha pergunta inicial não faz mais sentido, pois eu deveria perguntar...

O que você faz comigo?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nova Amiga



O que posso escrever sobre aquela que me ganhou tão rápido?
Chegou tão suave e inexorável como uma avassaladora tormenta.
De olhos que, embora sejam escuros, possuam brilho intenso.
Cuja amizade sempre foi sincera e não laboriosa de conquistar.
Possuidora de um sorriso que afugenta as tristezas mais profundas.
O abraço mais confortável que alguém poderia querer.
Garota de andar maroto e jeitinho meigo...


domingo, 26 de dezembro de 2010

O Urso e a Raposa

O urso ficou admirado com sua audácia!
A pelugem rubra podia tê-lo encantado,
mas era a inteligência da raposa que o impressionava...
Por um bom tempo ele ficou parado,
pois não tinha a menor idéia do que fazer!

A raposa se recostou no corpo do urso!
Aqueles braços poderosos a cobriram,
já que o urso tinha muito carinho guardado...
No entanto, ele era forte demais e,
como sempre, o urso machucou quem amava!

A raposa fugiu mais rápido que um raio!
Como os outros animais ela estava desesperada,
logo acabou se machucando caindo em um buraco...
Ficou presa em um emaranhado de gravetos,
com medo do grande urso que se aproximava!

O urso a resgatou prontamente!
Assim a raposa pode entender seu gesto,
pode entender que ele queria apenas seu bem...
Sentiu toda angustia do velho urso,
logo prometeu que nunca o abandonaria!

Um grande sentimento floresceu entre os dois!
O urso estava muito agradecido,
pois tinha encontrado uma amiga finalmente....
A raposa estava muito feliz,
agora tinha a quem confiar!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Raposa

...então o urso caminhou sozinho mais uma vez!
Já estava acostumado a ser abandonado,
muitos animais não o compreendiam...
Toda a esperança tinha abandonado o urso,
entretanto ela reacendeu mais uma vez!

Passeava perto do urso uma doce raposa!
Era peralta e tinha uma beleza impar,
que demonstrava toda sua sagacidade...
Graciosa ao caminhar,
não demorou a perceber a presença do urso!

A raposa era um animal desconfiado por natureza!
Pequenina e extremamente frágil,
tinha aprendido a sobreviver com sua evasão...
Entretanto não era apenas furtiva a raposa,
pois tinha uma forte tendência a curiosidade!

A mais esperta dos animais da floresta!
Sua iniciativa a fazia agir sempre,
mas sua impulsividade já lhe trouxe problemas...
Estava indecisa ao que fazer,
já que o urso parecia ser ameaçador.

Era também tão intrigante!
A raposa o rodeava com estrema leveza,
atenta a todos os seus movimentos...
Ela olhou com desconfiança ao velho urso,
mas decidiu se aproximar toda amável!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Letrinhas Dispersas

Poucas vezes eu irei mudar a forma que eu posto em meu blog para escrever outros temas e esse é um desses momentos. Meu propósito é divulgar meus contos, estórias e poemas e tem sido assim desde quando o criei. No entanto, essa é a segunda vez que modifico isso e a razão não poderia ser mais especial.
Quero homenagear uma pessoa incrível em que conheço há muito pouco tempo, mas foi responsável indiretamente por esse blog, seja como fonte de inspiração, seja como apoio para continuar escrevendo...
Lívia Inácio.
Conheci-a no cursinho. Ela era aluna enquanto eu dava aulas de História do Brasil e infelizmente tivemos um contato muito superficial. Lívia passou no vestibular e foi fazer a tão sonhada faculdade de jornalismo.
Esse ano uma amiga em comum esteve trabalhando com ela por um tempo e, mediante a esse contato, eu tive a oportunidade de “visitar” seu lindo blog.
Chamado “Letrinhas Dispersas” o blog de Lívia se dedica a contos, estórias e poemas, mas essa aparente semelhança com o meu blog pode enganar.
Eu nunca poderia escrever com tanta beleza, delicadeza e ingenuidade que faz tão bem a nossa alma e coração.
Nesse sentido seu blog é o oposto do meu e sempre que estou cheio de preocupações e problemas permeando minha mente é para o “Letrinhas Dispersas” que eu vou, pois sempre tem um escrito novo e cativante.
Nossa querida Lívia é possuidora de uma habilidade ímpar com as palavras tornando a leitura gostosa e agradável.
Fica aqui então minha dica, em um 12 de outubro, para todos aqueles que querem ter a incrível sensação de voltar no tempo e ler algo de pureza límpida e suave para esses dias tão escuros que estamos vivendo agora.
Vocês encontrarão um dos melhores blogs que eu já tive a sensacional oportunidade de ver a acompanhar fielmente.
Parabéns Lívia!!!

Letrinhas Dispersas
http://letrinhasdispersas.blogspot.com/

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Estrela do Mar


“O pescador tem dois amor
Um bem na terra, um bem no mar”
O Bem do Mar – Dorival Caymmi



O pescador olhava para o mar e sentia sua própria tristeza refletida nas ondas letárgicas do outono. Era extremamente difícil se conseguir peixes durante aquela época, mas o mais complicado era encarar sua própria família. Ver aqueles rostinhos decepcionados quando ele não traz o único sustento da família.
Parecia aquele mais um dia como estes. Suas desventuras no mar trariam fome às pessoas que ele mais amava. Isso era mortal para o pescador e cada vez menos sentia vontade de voltar ao mar.
No entanto, parou o barco em um ponto qualquer e voltou a pôr a rede na água em sua última esperança de pescar peixes. Ficou ali um tempo e puxou a rede de volta sem nada encontrar, ou era o que imaginou naquele momento. Nos emaranhados de corda, lixo e algas o pescador encontrou algo que julgava nunca encontrar.
Uma estrela do mar.
Sentou no convés de seu pequeno barco totalmente fascinado pela beleza daquela brilhante estrela que ele encontrou em meio ao universo do oceano.
Era linda! Tinha o azul do céu e brilhava refletindo todas as luzes que caíam sobre ela, como se toda a beleza do mundo se curvasse diante dela.
Aquilo enchia os olhos do pescador, deixando-o em êxtase profundo. Então ele se lembrou do passado, quando viu pela primeira vez uma estrela do mar.
Infante ainda na época, ele não sabia como reagir a àquela beleza, não sabia apreciar sua delicadeza, mas seu fascínio já tinha encantado o pescador.
Lembrou das brincadeiras que fazia com os amiginhos da escola e do tempo que passava com seu pai na pescaria. Adorava aquilo, adorava os tempos do colégio, em que sua única preocupação era se divertir. O pescador teve saudade daquele tempo.
A estrela do mar lhe trouxe todas aquelas boas lembranças. Ele quase pode sentir tudo novamente, como se vivenciasse de novo. Queria agradecer à linda estrela por ter feito tudo isso, mas não sabia se ela entenderia. Na verdade não saberia como fazer, pois era um simples pescador e entendia apenas de peixes.
Revigorado ele voltou a jogar a rede no mar e buscou, inspirado pela estrela do mar, o sustento para sua família. Não mais importava se conseguiria ou não, o pescador estava feliz como não era há muito tempo. Isso devia muito a ela...
Estrela do mar.

domingo, 5 de setembro de 2010

Nascimento da Amizade

Nós sempre passamos por diversidades
Quando o destino se zanga é que podemos
Finalmente conhecer os verdadeiros amigos
Alguém para estar do nosso lado sempre
Sejam momentos de tristeza ou alegria.

Assim podemos dizer palavras doces
Mostrar ao amigo que ele é melhor
Que é melhor que toda essa sujeira
Algo que teima a ficar incrustado
Tenta nos jogar sempre para baixo

Sim, minha querida você está certa
Somos melhores do que isso sim.
Essas palavras são suas e as revelo a ti
Pois suas palavras me confortaram
Quando estava em meus piores dias

Tenha a certeza que cativou um amigo
Daqueles que não abandonam
Que teimam ficar do lado mesmo
Nesta distancia cruel que está entre nós
Tempo e espaço que nada significa.

Se hoje eu estou mais feliz
Devo isso a grandes amigos
Pessoas especiais que se tornaram
Milagres em minha singela vida
Devo isso a você, minha querida amiga.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Saudade


E como nos filmes a chuva banhava o mármore cinza. Havia algo no ar que eu não entendia bem, certa letargia...
O pequeno campo estava molhado, mas o céu não estava totalmente nublado. Seria uma suave garoa passageira que parecia estar propositalmente acontecendo naquele exato momento. Não havia chovido nesses dias, apenas hoje. Seria coincidência?
Eu estava em frente ao túmulo de uma amiga da minha infância.
Olho para a lápide em minha frente e tento me lembrar de todas as alegrias que passamos juntos. Dos tempos em que brincávamos na pracinha perto da minha casa e de todas as besteiras que fazíamos juntos.
Eu costumava mexer com ela para que, irritada, ela corresse atrás de mim. Corria como um louco, sem me importar com as pessoas que nos viam. Éramos crianças e aquela foi a melhor fase da minha vida.
Não tínhamos as preocupações e deveres da vida adulta, apenas brincávamos alegremente. Tudo era mais simples e divertido e como qualquer pessoa, eu imagino, sinto muita saudade daquele tempo.
Saudade.
Fazia tempo que eu não tinha contato com ela e nos reencontramos recentemente. Marcamos de nos encontrar nas férias, pois ambos estávamos com muita saudade um do outro.
Mas o pior aconteceu.
Tinha tantas coisas para falar e agora eu não poderei mais. Não tinha mais contato com ela, mas saber que eu nunca terei só faz apertar o peito e a saudade me atinge inexoravelmente.
Penso em todos os amigos que não tenho mais contato, seja por desavenças ou simplesmente pela ação do tempo.
Será que um dia eu irei voltar a vê-los?
Mesmo os que eu acabei me desentendendo. Será que eu terei a oportunidade de conversar novamente com eles? Será que eu terei a sabedoria de perdoá-los e eles a mim?
Gostaria muito de mudar as coisas, gostaria de ver o sorriso da minha amiga que está enterrada novamente.
Algumas coisas eu posso fazer, outras não.
Não sei se eu poderei reencontrar a todos que gostaria.
A única coisa que eu sei é o que eu sinto...
Saudade.

sábado, 10 de julho de 2010

Vinícius de Moraes

"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades..."

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Aparência...

Embora exista até um comercial dizendo que a imagem não é nada, aprendi na publicidade que as aparências podem influenciar muito!
Alguns vão querer negar, mas a primeira impressão pode marcar o conceito que as pessoas têm sobre um individuo, pois muitas vezes quem você é realmente não importa. Vivemos fazendo projeções das pessoas e esperamos que elas agissem de acordo com o que imaginamos. Esquecemos que cada indivíduo é único e que não compreendemos completamente as pessoas e quase sempre julgamos errados aqueles que nos cercam.
Tenho um grande amigo que exemplifica tão bem o que estou escrevendo que ele me faz refletir muito sobre esse assunto.
A primeira vista pode-se achar que meu amigo é um playboy típico. Vai à academia quase todos os dias, se veste bem, tem carro e sempre está azarando alguma garota nas festas. Um legítimo Don Juan, ou alguns ainda o chamaria de galinha, mas será que ele é assim mesmo?
Eu mesmo tinha essa imagem e pouco conversava com ele, embora o destino tenha sempre nos juntado, seja como vizinho de república, seja morando na mesma pensão. Isso fez com que eu o entendesse cada vez mais e percebi que ele era bem diferente do que todos, até eu, pensavam.
A primeira coisa que se percebe nele, e não se esperava, é a amizade. Grande companheiro que não o abandona nas festas para pegar aquelas garotas e parceiro nas melhores e piores horas. Sempre preocupado com todos em sua volta e sempre buscando apaziguar brigas para manter um ambiente agradável. Possui a mente aberta e está sempre pronto para conversar. Sabe levar as críticas muito bem e sabe quando deve criticar também.
Não liga tanto para as aparências, ao contrário do que possa parecer.
Muitos podem achá-lo superficial, mas é dotado de uma inteligência impar e capacidade incrível de compreender as pessoas, sempre vendo o outro lado da história.
Há pessoas, em nosso convívio, que ainda julgam mal meu amigo, mas ele é uma das pessoas de melhor caráter que eu tive o privilégio de conhecer.
Como sempre as pessoas são mais profundas que imaginamos e nem sempre elas agem da forma que esperamos. Devemos entender que as pessoas não são boas ou más, todas elas têm qualidades e defeitos e devemos aceitar e amar ambos, pois é isso que nos torna fiéis amigos.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Amigo de Infância

É muito difícil para mim falar de você,
mas a saudade que tenho de ti irá me guiar!
Sou seu amigo a mais tempo que posso me lembrar.
Foi todos esses anos meu melhor amigo, sempre!
E quanto a isso não é muito difícil saber o motivo...
Querido amigo, você sempre foi leal e companheiro
de todas as horas ruins ou boas sempre positivo!
Me apoiou sempre, mesmo quando eu estava errado!
Possui um catáter honroso inquestionável e declarado.
É simplesmente um gentleman, amigo e sempre alegre.
Uma daquelas pessoas queridas que sempre queremos perto!
Você tem mais qualidades que eu posso compreender!
Sempre que eu tento ser uma pessoa melhor do que sou
eu lembro de você meu caro e assim sei como devo ser.
Saudoso amigo, você é a melhor pessoa que eu conheço!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cotidiano...


Era um homem comum em um dia normal de uma cidade qualquer. Não havia nada de especial nele como não há nesta história. Se estiver procurando algum conto fantástico de pessoas incríveis e originais procure outros escritos meus ou vá para outro blog. Este aqui é sobre pessoas do cotidiano...
Ele estava no fim de um dia como todos os outros e, como tal, estava cansado das aulas e do estudo diligente para uma prova.
Nada demais!
De repente ele se assusta com um telefonema. Foi atender e era sua amiga. Uma daquelas amigas próximas que todos nós temos. As que contam seus segredos e desilusões e nos permite fazer o mesmo. Uma companheira para os dias mais escuros e os dias mais felizes.
Aquele na verdade era um dia escuro. Ambos estavam passando por uma péssima situação financeira. Estudavam, mas não tinham emprego. A situação tinha apartado e os dois não tinham sequer dinheiro para jantar naquela noite.
Ela o convidou para ir a sua casa. Morava perto. Ele foi tranquilamente olhando as pessoas na rua, apreciando a noite e desesperadamente tentando tirar poesia das pessoas e lugares que passava pelo caminho. Não conseguiu. Tudo era irritantemente comum. Estava pessimista e isso era normal para alguém na situação dele. Tanto a fazer e tão pouco tempo...
Estava velho, a seu ver, para a faculdade. Não tinha emprego e estava duro. Pensava que já devia ter conquistado muito e nada tinha feito. Às vezes pelas circunstâncias da vida, às vezes por culpa dele mesmo. Estava ali, andando, e o destino tinha se revelado novamente para ele. Era um momento crítico e ele até sabia o que fazer, mas seria extremamente difícil e penoso. Faria, mas era incerto se conseguiria.
Chegou à casa da amiga que demorou um pouco para atender. Quando ela chegou ao portão ele pôde admirar, como sempre, a forma que a garota estava vestida. Uma blusinha verde listrada e calça jeans surradas, uma roupa simples. A amiga sempre estava bem-vestida, mas aquele dia deveria ser o mais comum de todos. Sua roupa era bonita, mas nada perto do que ele já tinha visto. Era um dia normal.
Entraram e conversaram um pouco. Descobriram que juntos não conseguiriam tirar nada para comer aquele dia. Dois desgraçados que não tinham nada!
No entanto, a garota teve uma idéia, na verdade uma lembrança veio à sua mente. Ela tinha um cartão que nunca havia usado. Era o cartão de uma loja, mas também funcionava como cartão de crédito. Não sabiam se funcionaria realmente, mas da forma que estava era a única alternativa.
Naquela hora da noite apenas as lanchonetes estavam abertas. Como não sabiam do futuro eles não queriam gastar muito. A solução veio como um lugar que servia hot-dog. Era grande e barato, assim se dirigiram ao local.
Não era muito perto de onde eles moravam, mas dava para ir tranquilamente a pé e mesmo porque eles não tinham outra opção. Foram passos rápidos e com pouca conversa, pois a fome estava apertando.
Chegaram ao lugar e encontraram, como de costume, uma grande fila e tiveram que esperar mais.
Dor no estômago!
Fizeram o pedido, mesmo a menina pediu o maior lanche, e ficaram esperando o cartão passar. Era aquela expectativa que apenas as pessoas que já passaram por aquilo sabiam. Será que tinha saldo? Funcionaria? Impressionante como os segundos ficam longos em determinadas situações.
Frio no estômago!
O cartão passou e a reação de alívio ficou tão evidente nos dois que até o homem que estava no caixa achou aquilo estranho.
Sentaram. Ela foi lavar as mãos e ele arrumou as cadeiras. Esperaram os lanches que pareciam que nunca chegariam.
Os hot-dogs chegaram. Sem cerimônias costumeiras ambos comeram os lanches. Normalmente já era complicado comer aquilo, pois era grande e acabava caindo um pouco se não tivesse cuidado, mas não se importaram.
Logo nas primeiras mordidas a menina tinha sujado todo o seu nariz de purê de batata. Ela sorriu envergonhada e aquilo foi engraçadíssimo!
Ele quis tirar uma foto dela, a amiga protestou, mas aceitou mesmo assim. A foto não saiu boa, mas mesmo assim ele não se importou. Aquela imagem dela ficaria na sua mente para o resto de seus dias. A amizade dela e o carinho ele levaria eternamente em seu coração.
A amiga estava feliz por aquele momento, não apenas por saciar a própria fome, mas também por ter ajudado o amigo. Alguém que sempre fora prestativo e tinha ajudado nos dias negros dela também. Queria muito ajudá-lo, pois era bem quisto. Mal ela sabia que aquela tinha sido a única refeição dele aquele dia...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ane.

Ariane Fernandes Machado.
Sagrada protetora que vem voando nos acalentar, nosso anjo!
Voe alto sobre os ramos de tulipas, delicada borboleta!
Inspirando a alma com o perfume de seus encantos.
Minha querida amiga, irmã senão de sangue, irmã de alma!

Os demônios do que foi podem até atormentá-la.
No entanto não deves acreditar nestas injúrias.
Pois foi longa e tortuosa estrada até chegares aqui.
Conquistaste mais coisas do que podes perceber.
Isto eles não podem roubar de ti.

Tens conquistado cada vez mais o mundo.
Nem todas as dores incrustadas de um poema não lido,
podem apagar a luz da essência de tua alma que sai pelos teus dedos.
Liberte de ti mesma redimida em um leito de jasmins.
Não estais condenada às teias de lamentações...

Componha em palavras o que se descompõe em lágrimas.
Permita-se viver não se perdendo em suas lembranças!
Escrevendo a ti mesma ao tentar desnudar-se do passado.
Pois sempre se sentirá em casa dentro do meu coração.
Quando a dor for pesada demais, um anjo de cabeceira ajudará a carregá-la.

Enfim venere apenas tuas alegrias e acene derradeiramente para as mágoas.
Ache a ti mesma e vai-te a fundo decifrando teus segredos.
Tire de dentro de ti o negror que alimenta tua tristeza.
Encare de forma diferente os cheiros, livros e músicas.
Continue a mulher madura de 21 e a menina ingênua de 12...

Feliz Aniversário minha querida amiga!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Lar é onde está o coração!

Estais distante da sua antiga morada...
Pode ser que demore a entender isso.
A saudade irá apertar e você irá querer voltar.
Entretanto ir e vir não fará muito bem.
Logo não se sentirá confortável,
nem na nova morada como na derradeira.
Então você não saberá mais onde mora.
Não terá mais lugar para ir.
Você não se sentirá em casa em lugar nenhum.
No entanto, tens ainda um refúgio!
Um lugar para aquecê-la.
Um lugar para descansar.
Um lugar para chamar de casa.
Sua casa será o meu coração!
Você mora para sempre em meu coração...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Luz e Sombra

No início vemos apenas estrelas no céu
Elas nos inspiram a fazer o certo,
Elas iluminam e nos preenchem de vida!

Logo vem a avassaladora tempestade
Escurecendo inexoravelmente toda a luz
É quando perdemos toda a esperança!

Mas surge o resplendor do dia
Para nos provar que nada está perdido
Vencendo a escuridão de uma vez por todas!