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domingo, 22 de setembro de 2013

Carta de Devon, O Portador da Luz


Amaldiçoados são os dias que eu tenho passado nessa terra esquecida pelos Deuses Verdadeiros, essa é a verdade! Sombria é minha caminhada pela ilha de Ergoth Meridional, mesmo que eu tenha atravessado Daltigoth com seus Ogros, desvendado os mistérios do Vale Enevoado ou escapado das entranhas da Cordilheira do Último Gaard. Mesmo assim, o que vivo agora é o pior dos tormentos. Nem meus pesadelos mais obscuros e íntimos possuem um terror tão avassalador.
Minhas desventuras nas ruínas do antigo império tiveram seus momentos derradeiros em um pequeno vilarejo chamado Mardóvia na região ancestral da Valáquia, local que guarda os segredos do Castelo Valenescu, que embora tenha a aparência de ter sido abandonado há muito tempo, muitos falam que o próprio lorde do local, Conde Stefan, ainda mora lá nos dias de hoje.
E eu não acreditava nos aldeões...
A vila é exatamente isso, um pequeno povoado que de tão isolado do mundo depois que ocorreu o fatídico Cataclisma, nem haviam clérigos no lugal. Obviamente, como era meu dever e, devo admitir, desejo também; acabei por ficar entre seus moradores e servir como a única luz dos Deuses diante daquelas trevas.
Diante de tantos acontecimentos sinistros hoje eu quase não consigo me lembrar dos meus primeiros anos ali, pois eles foram bons. Encontrei uma dedicada aluna e companheira chamada Katarina Dobrev. Aqueles foram bons anos e geraram muitos bons frutos para mim e principalmente para a comunidade, mas então a verdade saiu do interior da neblina espessa.
Começamos a ter vários problemas com o cemitério ao norte de Mardóvia e logo percebemos se tratar de mortos-vivos! Entretanto, os que ainda caminham já não seria um problema tão sério, pois eu mesmo tinha fundado a Ordem dos Portadores da Luz e contava com quase dez companheiros corajosos e fiéis a causa.
No entanto, por mais que combatêssemos as criaturas, mais surgiam em outro dia e tivemos um trabalho enorme pra convencer a população que a partir daquele dia deveríamos queimar nossos mortos.
Mesmo assim, não adiantou muito.
O Bosque Raska, que quase engole totalmente a vila, acabou ficando ainda mais sombrio do que já era... Relatos de lobos enormes e morcegos medonhos têm sido cada vez mais freqüentes e praticamente qualquer um que se aventure por lá acaba desaparecendo. Eu mesmo perdi um dos meus melhores homens naquelas matas.
Logo, resolvi que eu deveria entender mais sobre o que estava acontecendo, assim eu deveria estudar mais sobre a história do Condado da Valáquia e sobre os mortos-vivos, por conseqüente a própria e nefasta necromancia.
E tive resultados esclarecedores.
Descobri, incrivelmente, que o Castelo Valenescu realmente ainda estava em atividade. Aquele era o lar dos lordes da Valáquia que tinham ganhado essas terras do próprio Imperador de Ergoth quando o império ainda estava no seu auge. Algum momento logo antes da Rebelião das Rosas.
A história da poderosa família Valenescu não chegou ao fim como a maioria das famílias meridionais ergothianas durante o Cataclisma. Eram os tempos de Titius e Anastásia Valenescu. Eles prevaleceram e quando os problemas da Era do Desespero atingiram suas terras houve quem se levantasse e os ajudasse.
Surgiu um cavaleiro incrivelmente hábil chamado Stephanos Von Torevich que expulsou as hordas de Ogros da Valáquia e desafiou que qualquer hoste maligna ousasse entrar naquele condado novamente.
Claro que Stephanos fora bem sucedido e a família Valenescu o encheu de honrarias lhe concedido tudo que o cavaleiro pedia, menos uma única coisa. Sua filha. A pequena e jovem Valéria.
Entenda que os pais adorariam casar sua filha com um poderoso cavaleiro como Stephanos, mas este era velho demais e causava profunda insatisfação em Valéria. Por fim, o Conde Titius Valenescu resolveu conceder a mão de sua filha caso ela mesma aceitasse Stephanos.
Isso nunca aconteceu.
Movido pelo sentimento de ingratidão e puro ódio Stephanos Von Torevich, o cavaleiro branco que salvara o condado, se voltou contra o castelo e assassinou toda a família Valenescu deixando somente a jovem Valéria com quem se casaria, agora, a força, mas esta, por um golpe do destino, se matou pulando de uma das torres do castelo, horrorizada com as atrocidades de Stephanos.
Mesmo com a perda, o cavaleiro se auto-intitulou Conde da Valáquia e governou o castelo por... todos esses anos. São duzentos anos de governo, mais os cinqüenta que ele deveria ter na época, logo percebo que não é natural essa criatura.
Isso eu descobri por último, pois o Conde Stefan que todos falam não é seu descendente, mas sim o próprio Stephanos que matou a família Valenescu comendo seus corpos e bebendo de seus sangues.

Este é o inimigo que eu enfrento, uma criatura sinistra quase tão antiga quanto nossa Era e que levou a vida da maioria dos meus homens e de muitos inocentes da vila da pequena e simplória Mardóvia. Ele já levou quase tudo de mim e é por isso que desesperadamente venho pedir ajuda de vocês e já me condeno por trazê-los ao terror que temos vividos aqui nas ruínas do Antigo Império de Ergoth.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Triunfo e Tormenta


E ele tinha perdido tudo. Já deveria ter se acostumado com as perdas, mas aquela, por algum motivo misterioso, tinha sido a pior de todas. Sua maior conquista e sua total ruína. Um triunfo derradeiro que o levou a inexorável tormenta. Tê-la nos braços e perde-la logo depois tinha sido a pior tortura. Por um momento o cavaleiro exilado desejou nunca a ter conhecido, mas esse sentimento durava apenas até lembrar-se dos olhos de sua amada. Então aquilo doía novamente. Sentia, pois sabia que debilmente faria tudo de novo. Aquela mulher era sua perdição e o homem não poderia fazer nada a esse respeito.
Sor Jorah Mormont tinha sido o chefe de sua Casa desde que seu pai, Jeor, tinha deixado a Ilha dos Ursos para servir a Patrulha da Noite na Muralha. Desde que seu pai o tinha deixado Garra Longa, a espada de aço valoriano. Como tinha saudades de segurar aquela lâmina novamente! No entanto, aquela arma não o pertencia mais. Suas terras também não mais eram dele, assim como sua própria Família. Era um guerreiro proscrito que agora vagava fugido de sua pátria e dos próprios Sete Reinos. Estava fora de Westeros em uma modesta casa em algum lugar pobre de Lys, uma das Cidades Livres.
Ele tinha conquistado e perdido tudo. A causa de todo seu triunfo e tormenta era a linda e nobre Leyton Hightower. Por ela Sor Jorah vencera inesperadamente o torneio em Lannisporto. Entenda, o cavaleiro era um guerreiro experimentando pela guerra contra a Rebelião dos Greyjoy e tinha sido um dos primeiros a chegar à praia das Ilhas de Ferro, mas não era tão bom com cavalos e justas. Tinha vencido contra todas as expectativas. Tinha vencido por amor e para tornar sua amada a Rainha do Amor e da Beleza. Tinha feito de tudo para impressioná-la e, para sua ruína, realmente conseguiu.
Venceu o torneio e levou sua pequena para casa. Casou e foi um lorde mais feliz que qualquer outro do Norte. Entretanto, os Hightower eram de uma Casa ainda mais alta que os Mormont e Sor Jorah descobriu rapidamente como era custoso manter a felicidade de sua bela Leyton. Os recursos da Ilha dos Ursos foram postos ao prazer de sua amada levando sua Casa a falência tão rápida e avassaladora como foi sua paixão pela mulher. Foi então que o cavaleiro cometeu seu pior e mais hediondo erro...
Sor Jorah encontrou um grupo de caçadores vagueando por suas terras, roubando seu gado e invadindo suas posses. Não havia dúvida que se tratava de criminosos, claro, mas não foi a Justiça do Rei que ele aplicou. Não foi há seu Lorde, Eddard Stark, que o cavaleiro jurou vassaladagem, que condenou os bandoleiros. Foi o próprio senhor da Casa Mormont que os condenou e os vendeu ilegalmente para o mercado de escravos Tyroshi. E isso é crime, tanto no Norte como em todos os Sete Reinos de Westeros.
Assim, Sor Jorah não enfrentou seus crimes como deveria na condição de cavaleiro, pois não aceitou ser condenado a morte por Lorde Stark e nem se juntar ao seu pai e vestir o preto fazendo os votos na Muralha. Ao invés disso, o homem fugiu apaixonado com sua esposa para as Cidades Livres e conseguiu uma casa miserável em Lys. No entanto, Leyton Hightower continuava dispendiosa e nem seus ganhos como mercenário era capaz de aplacar sua luxúria e logo sua amada o abandonou e partiu para sempre.
Agora ela deveria estar em outro lugar com outro homem e Sor Jorah; chefe da Casa Mormont, Senhor das Ilhas dos Ursos, cavaleiro exilado e mercenário tinha perdido tudo por aquela mulher. Tinha perdido tudo em vão. Não! Por pior que fosse, mesmo naquele momento de pura tristeza e abandono, ele não pensava assim. Tinha valido a pena. Mesmo perdido tudo e principalmente sua honra, tudo tinha a recompensa de ter sua Rainha do Amor e da Beleza mesmo que por pouco tempo. O cavaleiro proscrito ainda conseguia sorrir debilmente apaixonado em meio a toda aquela melancolia. Teve sua paixão vivendo-a plena e intensamente. Quantos homens poderiam falar o mesmo?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Coração


Que seja como pede a sua vontade.
Não é assim tão ruim no final das contas.
Posso apenas imaginar como seria.
Sempre vivi de sonhos e ilusões.
Escuto sua voz me chamar baixinho.
Sinto seu toque por todas as manhãs.
Até vejo nossos filhos no parque...

Mas tenha apenas compaixão.
Devolva aquele velho coração.
Que você levou em vão.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Eu te Amo!


Hoje eu estive perto de você.
Incrível como sua presença mexe comigo.
Como é suave seu perfume.
Como é macia a sua pele.
Como é doce a sua voz.
Menina dos meus olhos.
Quero-te perto cada vez mais.

Essas flores podem murchar,
Mas meu sentimento pode ser cultivado.
Dependerá apenas de nós dois!

Daquele que apesar de te amar em segredo,
Não mais consegue manter esse silencio,
Pois o amor não cabe mais dentro de mim.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Encantamento






Procura encantar com seu sorriso.
Não sei o que ela quer comigo.
Não sei se ela quer algo comigo.
Posso ver, mas todos podem vê-la.
Não sei para quem é seu feitiço.

Talvez busque ter meu coração.
Ou quer apenas que eu olhe para ti.
Quer-me apenas por uma noite.
Quem sabe por toda a vida.
Mais certo que nem pense nisso.

O charme pode ser apenas para si.
Saber que pode conquistar quem quiser.
Ter a certeza que é cobiçada também.
Quer ter a total atenção de alguém.
Ser a garota especial em sua vida.

Seu olhar busca por alguém especial.
Seria qualquer pessoa que a amasse.
Alguém que seja bom para ela.
Que não a faça mais se sentir sozinha.
Um homem que complete seu mundo.

Qualquer um, mas pode ser eu.
Não tenha medo de se decepcionar.
Eu também já tive desventuras.
Estou perdido há muito tempo.
Esperando só a ti para me encontrar.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O que?





O que oculta por trás do seu sorriso?
Existe um significado em seus lábios.
Algo que você grita desesperadoramente.
No entanto, não consigo de decifrar seu enigma.
Uma questão que não me deixa em paz.

O que busca com seu olhar?
Existe alguém que captura em seus olhos.
Algo que quer gravar em ti.
No entanto, não sei se sou eu que persegue.
Uma dúvida que não me permite agir.

O que encanta com seu toque?
Existe um significado em seus movimentos.
Algo que quer trazer para si.
No entanto, não sei se enfeitiçou quem queria.
Uma certeza é que estou caindo...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Qualquer outra coisa...


“Ela é só uma menina
E eu pagando pelos erros que eu nem sei se cometi
Ela é só uma menina
E eu deixando que ela faça o que bem quiser de mim
Se eu queria enlouquecer essa é a minha chance
É tudo que eu quis”

Romance Ideal – Os Paralamas do Sucesso








Eu não fiz nada, mas você veio até mim mesmo assim. Evitei-te ao máximo, mas devo admitir que não tentei o suficiente. Como eu poderia se já estava perdido desde antes dos seus olhos pararem nos meus. Não podia me defender de sua aproximação e fiz coisas que jamais julgaria capaz de realizar. No entanto, não há um segundo de arrependimento em mim.
Não foi uma chegada rápida ou abrupta. Vindo de mansinho como quem não queria nada e talvez até tenha sido o que aconteceu. Mas foi ficando e se espalhando em todo meu coração como se já fosse dona dele há muito tempo. Era cada vez mais difícil evitar você. Era cada vez mais difícil não pensar em você. Era cada vez mais difícil não te querer perto.
Então nos admiramos. Eu e você. O que havia em volta não importava mais. Na verdade nem mesmo nós dois importava mais. Apenas como um via o outro. Imagens idealizadas de nós mesmos, ou talvez um tenha visto verdadeiramente o outro pela primeira vez. A sintonia era evidente até mesmo para os que não habitavam nosso mundo. Não era amizade nem amor, devia ser qualquer outra coisa.
Assim nossos corações se tocaram. Um momento único que nenhum de nós pode explicar depois, mas apenas sentir. A intensidade ocupou o espaço de toda a calma que havia até então e nenhum dos dois conseguiu entender bem o que aconteceu. O bem querer se tornou palpável com um toque suave, mas que rapidamente se tornou dolorido. Nossas vidas tomaram outro rumo desde então.
Tudo que aconteceu foi fantástico. Mesmo quando não soubemos como reagir devido à vertigem de informações e mudanças que estavam acontecendo em nossas vidas. Segredos não foram revelados apesar de um confiar no outro como nunca fizemos antes. As transformações continuam acontecendo e embora pareça cada vez mais distante agora, ainda não sabemos se teremos um final feliz. Se existe ainda alguma esperança em nós.
O que é fato agora é a distancia. Seja ela provocada ou natural cada vez mais um não se conforta mais no outro. Seja amor ou amizade. Tomamos caminhos tão diferentes que até parece que foi por medo. Insegurança do que poderia ser e de tudo que deveria ser enfrentado. Fomos pelo caminho mais fácil. Eu vou partir, mas não sei se isso é um adeus ou apenas um até logo. A única coisa que tenho certeza é que voltarei para aquela velha casa e a porta estará apenas encostada...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Perto.


“Não quero estar neste lugar e ver você partir
eu quero te esperar aonde você quer ir
te receber
te acomodar
te oferecer a mão
poder cantar, te acompanhar ao violão”
De Perto – Os Paralamas do Sucesso

Olhou pela janela observando o belo jardim que se espalhava na frente de um pequeno quarto na parte velha da cidade. Imaginou se ela passaria por ai e voltou a ver a cama vazia tomando um trago da garrafa de cerveja que tinha nas mãos. Lembrou dos momentos que acabara de ter junto com a mulher que amava e como algo tão lindo podia ter se perdido assim.
Voltou a olhar para fora e viu várias pessoas passando e se perguntou como deveriam ser suas vidas na complexidade e profusão de sentimentos que ele mesmo se via. Ele tinha conhecido muitas mulheres e passado por aquilo várias e várias vezes e então porque era diferente agora? O que tinha mudado?
Não tinha entendido bem o porquê ela o deixou, mas de qualquer forma ele mesmo sabia que as coisas seriam mais serias agora e estava na fase que normalmente a afastaria. Fez isso com todas as mulheres que teve e por algum motivo tinha se sentido muito mal desta vez.
Ele a viu atravessando as ameias floridas da primavera que embelezavam ainda mais o jardim do parque e entendeu que era ela diferente. Que encontrara uma mulher diferente de todas as que passaram por aquele quarto e contemporizou se não havia perdido a mulher de sua vida.
Não!
Estava sendo romântico e isso ele apenas era para conquistar as mulheres. Estava agindo como alguém que não estava no controle. Alguém... apaixonado.
Então ele finalmente entendeu a diferença de seus sentimentos e como aquela mulher era diferente. Ele a viu parar e quase olhar para trás. Quase a chamou aos berros, mas sabia que aquele não seria o momento. Ele perdeu o momento ou talvez devesse ter apenas a paciência para esperar que um dia eles pudessem ficar juntos.
Alimentava a esperança como um jovem apaixonado, mas ele seguiria a vida dele. Talvez pudesse ter-la de volta. Lembrou de uma antiga frase que dizia que um verdadeiro homem não é aquele que conquista várias mulheres, mas aquele que conquista a mesma mulher várias vezes. Ele a queria mais uma vez ali, não longe, mas...
De perto.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Vai, se você precisa ir



"Meu amor, cuidado na estrada
E quando você voltar
Tranque o portão
Feche as janelas
Apague a luz
e saiba que te amo..."


Quando você voltar
Legião Urbana






Era intenso demais para meus olhos contemplarem.
Busquei por tudo que lhe agrada a alma e o coração.
Agora devo ter paciência e por isso estou tentando.
Você se foi, mas não sei se ainda pensa em voltar.
Não sei se ainda pensa em mim ou se amei sozinho.
Talvez tenha sido erro meu ou talvez tenha sido seu.
Então quem sabe simplesmente não houve erros,
mas apenas o momento errado para nós...

Única coisa que sei é que só você me faz falta.
Aquele olhar voluptuoso de completa admiração.
Seu cheio embriagante que tira minha prudência.
Aquele gosto que teima em ficar em minha boca.
Seu rosto levemente levantado à espera do beijo.
Logo antes dos seus lábios massagearem os meus.
Todo aquele sentimento que trazia conforto e
que me deixava estupidamente apaixonado...

Apesar de tudo você partiu me deixando aqui.
Não quero ficar apenas vendo você ir embora.
Era bom demais quando você se aconchegava.
Eu sei que tudo está mudando muito rápido.
Existem coisas tristes ainda não ditas por você.
Como posso cobrar se existem segredos em mim.
Logo eu não vou impedir você de ir então vá,
mas apenas posso esperar que volte logo...

Tudo mudou quando você esteve aqui.
Receio que nada mais voltará ao normal.
Deixou um vazio e eu não sei se existiu algo.
Mesmo assim eu sei que sou uma nova pessoa.
Eu ainda estou bem porque foi bom ter você.
Espero sua volta sabendo que pode ser em vão.
E se você voltar fique comigo e não olhe para trás,
pois deixe que agora eu cuidarei de ti...

Então quem sabe simplesmente não houve erros,
mas apenas o momento errado para nós...
Todo aquele sentimento que trazia conforto e
que me deixava estupidamente apaixonado...
Logo eu não vou impedir você de ir então vá,
mas apenas posso esperar que volte logo...
E se você voltar fique comigo e não olhe para trás,
pois deixe que agora eu cuidarei de ti...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aqueles versos escritos na areia...



Aqueles versos escritos na areia.
Juras de amor que não importam mais.
Palavras ditas que nunca foram ouvidas.
Afeto que se sentiu apenas sozinho.
Esperança abalada pela desilusão.

Aqueles versos escritos na areia.
Coração doado a mãos duras.
Sangra na falta do acalento.
Pulsando em vão por ti.
Busca por algo que nunca esteve lá.

Aqueles versos escritos na areia.
Flores que nunca foram entregues.
Planos que ficaram apenas nos sonhos.
Momento fora do seu tempo.
O fim de todas as coisas.

Aqueles versos escritos na areia.
Choro quente debaixo da água fria.
Querer bem afastado pela razão.
Grito calado pelo silêncio.
Desespero na escuridão da noite.

Aqueles versos escritos na areia.
Feitos assim para que se esqueça.
Levados pelo mar da existência.
Que temam em ficar na memória.
Perdidos em algum lugar de mim.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Adeus.


“Ela se vestiu, e se olhou;
sem luxo, mas se perfumou.
Lágrimas por ninguém,
só porque, é triste o fim.
Outro amor se acabou.”
Ela disse Adeus – Os Paralamas do Sucesso

A menina caminhou entre as ameias floridas da primavera, mas mesmo com todas aquelas cores, a alegria não atingia a sua alma. Sua mente não estava ali, mas no quarto que acabara de sair, de ter sido abandonada. Pensou em olhar para trás uma última vez, talvez buscando aquele que a tinha deixado, mas desistiu rapidamente desses pensamentos e só pensava como ainda não havia chorado. Depois de tudo que aconteceu, não tinha derrubado uma lágrima ainda.
Aquilo tudo era tão injusto, tão derradeiramente injusto. Ela o tinha amado tanto, talvez mais que os outros e mesmo assim tudo tinha dado errado. Realmente tentou fazer tudo certo desta vez. Prometera a si mesma a nunca se entregar totalmente de novo, devido a decepções passadas, mas não tinha conseguido evitar. Ele era tão apaixonadamente charmoso. Seu sorriso era tão lindo e as marcas do tempo que se formavam em seu rosto lhe davam uma calma única.
Não queria, mas aconteceu e agora só podia lamentar por ter ocorrido da mesma forma que tantas outras vezes. Ela o amou, mas o fez sozinha como nos versos de Poe e pensou se em algum momento aquele lindo rapaz de olhos escuros gostou realmente dela em algum momento.
Tinha feito tudo por ele e foi em vão. Achou que naquele momento seria diferente. Apostou tudo por aquele homem. Tudo seu era de seu amado e ele tinha o coração dela nas mãos, mas preferiu partir em outras aventuras. Ela seria apenas mais uma daquelas aventuras, pois o amor tinha se fragmentado em mil pedaços como um vidro que se quebra e nunca mais pode ser concertado totalmente.
Mais uma vez ela estava sozinha e novamente às ironias do destino a exigiam força para seguir em frente. Sim! Seria forte, mas estava tão cansada de ser forte sempre. Tão cansada de nunca demonstrar seus sentimentos. Suas fraquezas. Isso a estava deixando dura e tinha medo que seu jeito a fizesse se tornar uma mulher sozinha e isso era, talvez, o que mais a assustava.
A jovem perdida meneou até um banco quase em vertigem. Sentou. Colocou as mãos ao rosto quente e as lágrimas salgadas finalmente deslizaram em sua pele alva como a chuva suave das tardes que teimavam não vir naquele dia. O dia estava feliz, era apenas ela que estava triste. Apenas ela. Foi então que olhou para trás e...
Ela disse adeus.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Doces Sonhos


“Sweet dreams are made of this.
Who am i to disagree?
I traveled the world and the seven seas.
Everybody's looking for something.”
Sweet Dreams

O que você fez comigo?

Algo tão recente e ao mesmo tempo tem tanta intensidade. As emoções tão a flor da pele, seja por um lado ou por outro. Gostar do que você faz é o mesmo que amar e achar ruim alguma atitude sua é o mesmo que odiar. Paixão inexorável para o bem ou para o mal.

Força avassaladora que se bateu contra mim vertiginando meus sentidos e revirando meu mundo de maneira tão assustadora. Arrebata meu juízo e faz com que eu surpreenda a mim mesmo. Tira de mim a mim mesmo. Retira os grilhões que eu mesmo prendi a mim, sejam eles justos ou não. Faz-me ousar o que nunca imaginei antes.

No entanto, o que mais me intriga é que mesmo assim eu tenho uma paz que nunca senti antes. Mesmo com medo eu me entrego e fico sereno diante da tormenta. Consigo perceber e entender bem todos os riscos e tudo que estou apostando, mas ainda sim eu sei exatamente o que quero e isso me traz uma estranha calma.

Intensidade e ao mesmo tempo suavidade. Sentimentos tão opostos que se misturam em minha alma e fazem com que eu me compreenda melhor. Fazem com que eu queira ser melhor, mesmo cometendo meus erros humanos. Foi o que essa dicotomia provocou em mim. Querer ser ainda melhor para você.

O futuro é incerto para nós. Disso eu sei e você sabe muito bem também, mas pense! Algo que gera essa profusão de sentimentos não poderia ser diferente. A magia nunca foi mais que um doce sonho minha querida. Tivemos nosso momento e aquela linda tarde ainda está em minha mente como muitas outras coisas que me faz lembrar você. Por isso eu não tenho receio do que há por vir, pois seja que rumo nossas vidas tomem ainda temos nosso momento. Pode ser passado, mas espero que seja presente também. Acho que minha pergunta inicial não faz mais sentido, pois eu deveria perguntar...

O que você faz comigo?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Quarto


Foi naquele desconhecido quarto escuro que derradeiramente estendeu o que tinha se passado e como aquela profusão de sentimentos o tinha entorpecido. Era como se estivesse sobre o efeito das drogas que os outros usavam festivamente fora dali. No entendo, se via sobre o efeito de uma química muito mais antiga e inexorável. Algo ainda mais profundo e bem mais complicado.

O Amor.

Tinha prometido a si mesmo não cair nesses meandros dissimulados e sentimentos platônicos, mas como sempre, isso realmente não se pode controlar. Percebeu o perigo bem antes, claro, e a mantinha distante, entretanto algo os aproximou e os levou para aquele quarto.

Como ele poderia evitar?

Havia algo na forma que ela se movia que encantava. Talvez na maciez do seu andar ou talvez na forma que o vento acariciava-lhe os cabelos escuros. Não sabia. Apenas tinha certeza que aquela pequena o tinha abalado de tal forma que era difícil se manter longe. Penoso ter que esconder todo aquele sentimento dentro de si... e ela se movia.

Ela se movia.

O apaixonado olhava a sua musa se virar na cama. Era tão calmo a ver dormir que o rapaz agora ignorava as risadas e sons que vinham de fora do quarto. Somente havia aquela respiração profunda que mesmo assim era de uma leveza incomparável. A moça tinha abandonado as cobertas e ele podia ver os primeiros brilhos do alvorecer adentrar pelas frestas da janela e tocar-lhe a pele alva e cremosa.

Puxou-a para si.

Ela prontamente respondeu sem nem precisar ser instada. Abraçaram-se da forma em que ele ficaria as suas costas e a jovem meneou a fim de buscar-lhe os lábios, mas estes não se aproximaram. Houve dúvidas em sua mente e confusão na dela, mas ambos se aproximaram ainda mais. A moça se virou manhosamente e com as mãos deslizando por seus cabelos, com calma e firmeza, suas bocas se tocaram novamente.

Beijo.

Era tímido e suave, mas ascendeu de forma vigorosa que provocou uma força desesperada em ambos. Não mais entendiam o que aconteciam e estavam tão perdidos como toda a confusão que acontecia fora dali, mas ao mesmo tempo estavam calmos e certos do que estavam fazendo. Não pensavam no passado e nem no futuro. Pensavam no presente que aquele momento tinha proporcionado aos dois apaixonados. Era tudo o que existia para eles.

Apenas um momento naquele quarto esquecido.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Tempo e Espaço


A eminência do êxtase no momento.
Os lábios desejosos que sobem com delicadeza.
Quando os pés abandonam o firmamento.
A coragem que torna a vertigem em certeza.

As almas se dilatam pelo intenso prazer.
Tocam e expandem pelo além da consciência.
Tudo transforma e não há mais o que fazer.
Arrebatados pelo medo da ausência.

Um é de outro e outro é de um.
Eu não sou mais e não a mais você.
Junto e misturado como se fosse um.
Plenamente dentro de você.

sábado, 24 de setembro de 2011

Mãos que tocam o coração...


Tão longe do coração e tão longe do alcance das mãos...
Tenho sonhado com você, mas são apenas desejos esquecidos.
Chamo-te cada vez mais alto, mas você não vem para mim.
Tento lutar contra, entretanto receio que você quer assim.
Caindo nas ironias de minh’alma em versos nunca lidos.

Tão perto do coração e tão longe do alcance das mãos...
Acho que ainda não tenho a sabedoria de compreender como é possível.
Gostar tanto de uma pessoa e sofrer ao mesmo tempo e mesmo assim.
Não sentir vontade de me afastar, mas te querer mais perto de mim.
Assim não ser correspondido me parece também tão incrível.

Tão longe do coração e perto do alcance das mãos...
Tento me aproximar, mas você nunca me deixa entrar plenamente.
A porta parece ser sempre fechada para mim, apenas para mim.
Sinto uma desolação inexorável, como se me afogasse em um mar sem fim.
Quero apenas ficar acolhido em você para nunca mais poder sair totalmente.

Tão perto do coração e tão perto do alcance das mãos...
Conquisto você a cada dia, pois não há mais nada o que posso fazer.
Espero que um dia, sinceramente, você aceite tudo que há em mim.
Talvez um dia exista felicidade e que essa história tenha um fim.
Se não, eu tenho meu amor perdido, que apenas você pode trazer.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Desejo dos Sentidos


É o que em meus lábios buscam.
Desbravando cada gota em sua pele.
Encontrando a paz somente em sua boca.
Degustando toda a imensidão de sua alma plena.
A doçura de um sonho que me faz desejar o segredo...

É o que em minha pele queima.
Batendo contra mim mesmo como o destino.
Ardendo ao toque como as chamas da insanidade.
Fumegando um sentimento instigante, mas onírico.
A maciez de um sonho que não me faz desejar a paixão...


É o que em meus ouvidos ecoa.
Caindo nos perigos da sua vontade.
Perseguindo as vibrações de sua voz.
Caindo pelas trovoadas de sua chegada.
A canção de um sonho que me faz desejar o temporal...

É o que em minha íris congela.
Guardando momentos de pura magia.
Seguindo o brilho daquela estrela gélida.
Projetando esperanças em uma praia vazia.
A luz de um sonho que me faz desejar a perdição...

É o que meu sentido inspira.
Farejando no ar o seu perfume.
Inebriando todos meus sentidos.
Levitando em um profundo êxtase.
A suavidade que um sonho que me faz desejar o amor...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nova Amiga



O que posso escrever sobre aquela que me ganhou tão rápido?
Chegou tão suave e inexorável como uma avassaladora tormenta.
De olhos que, embora sejam escuros, possuam brilho intenso.
Cuja amizade sempre foi sincera e não laboriosa de conquistar.
Possuidora de um sorriso que afugenta as tristezas mais profundas.
O abraço mais confortável que alguém poderia querer.
Garota de andar maroto e jeitinho meigo...


terça-feira, 5 de abril de 2011

Para Sempre...


“Sempre existirá Paris”
Humphrey Bogart
Casablanca



A jovem estava sentada em uma cadeira de metal em estilo moderno sutilmente afastada da mesa redonda com toalhas alviverdes. Embora estivesse na mais famosa avenida de Paris, o lugar estava relativamente vazio. O Montecristo Café era um local aconchegante com poucas mesas na rua protegida com toldos vermelhos. Eram servidos vários tipos de café, mas como uma brasileira ela estava acostumada a pedir um simples quando no máximo um capuccino.
No entanto, nada disso permeava a mente dela. Na verdade estava muito ansiosa a espera daquele que a tinha tirado de sua semana de trabalho. Ela estava na França representando uma firma portuguesa em que trabalhava desde que tinha se formado na faculdade de Coimbra e decidido não mais voltar ao Brasil.
Tinha sido uma coincidência incrível quando a moça descobriu que seu amigo de infância, que não via há quase 10 anos, também estava em Paris, mas este a passeio com sua família. Para ela era quase mágico saber que ambos estavam longe de seu país de origem, longe do local de trabalho, mas se encontrariam mesmo assim depois de tanto tempo separados. Isso se tornava mais forte sabendo que tinham sido namorados na escola. Aquele primeiro amor que se tornou difícil de esquecer, mas a vida e o destino tinham feito questão de separar.
A mulher estava muito ansiosa.
Será que ele ainda pensava nela? Será que em momentos tristes ou desilusões amorosas ele pensava nela e tentava entender o porquê aquele amor não tinha dado certo como ela sempre refletia? Será que ele ainda a amava?
A mulher afastou esses pensamentos ao ver seu antigo amigo se aproximar atravessando a Avenida Champs Élysées e a vendo já de longe. Ela achou fantástico o tempo não ter alterado quase nada nele e de perto pode perceber que nenhuma linha do tempo tinha maltratado seu lindo rosto. Entretanto aquilo a fez sentir certa vergonha de si mesma, pois sabia que não estava mais tão bonita como antes.
O rapaz a cumprimentou e a beijou no rosto educadamente. Ela sentiu sua própria pele queimar e imaginou se estava corada. Considerou-se uma idiota por ter sentimentos de uma estudante mesmo sendo mais velha e rezou para que seu amigo não percebesse a profusão se emoções que corriam por toda sua mente.
Eles conversaram e relembraram do passado fazendo aquela tarde ser longa e de certa forma onírica. Havia uma letargia no ar e parecia que os bons tempos tinham voltado pela força avassaladora da saudade. Ambos esqueceram das vidas que tinham e embora tinham revelados seus feitos um para o outro no início da conversa, os anos que passaram separados não importavam nem um pouco.
O dia atingia seu crepúsculo como aquele encontro e assim ambos falavam cada vez mais na tentativa débil de adiar o inevitável. Foi nesse momento que o amigo a fez a pergunta fatídica. Ele a indagou sobre o que tinha acontecido com os dois e como podiam não estar mais juntos.
A mulher ficou sem jeito e tentou disfarçar dizendo que não era ela que tinha se casado e estava com três filhos. Não era ela que tinha levado a vida por um caminho tão diferente e seguido adiante.
O homem sorriu e, olhando nos olhos dela, disse que nunca tinha amado tanto alguém como ela. Nunca uma mulher o tinha feito sonhar como aquela garota da escola. Seu primeiro amor. O primeiro amor de ambos...
Uma confusão de sentidos penetrou inexoravelmente na jovem que se levantou tentando se despedir de seu amigo... se despedir de seu amor. Ambos não tinham mais tempo para aquilo e a vida os tinha levado a caminhos tão diferentes que aquela conversa tinha se transformado em algo injusto e dolorido.
Entretanto ela mesma se surpreendeu deixando levar pelas suas emoções beijando o amigo...
Foi um beijo longo. Ele a abraçou com força e ao mesmo tempo com carinho em uma dicotomia que apenas um homem apaixonado era capaz de fazer.
O tempo simplesmente parou.
Se eles já estavam envolvidos por aquele sentimento apaixonado e saudosista agora ambos estavam totalmente arrebatados. Aquilo era forte demais para os dois e eles claramente tentaram aproveitar o momento ao máximo possível.
Seus sentimentos diminuíram e o casal se separou novamente. Mais uma vez um sorriso torto se formou no rosto do homem fazendo a moça sorrir com facilidade.
Ambos sabiam que aquilo não iria para frente. Sabiam que se despediriam ali e cada um iria tocar sua vida sozinho, pois não havia mais espaço para aquele sentimento na rotina deles.
Eles partiram.
Sem um saber do outro, os dois lembraram do antigo filme preferidos de ambos nos tempos de escola. Tinham visto Casablanca juntos pela primeira vez no inicio do namoro juvenil e o tinham escolhido como símbolo do sentimento deles. Mal sabiam que a frase de Rick Blaine, personagem interpretado pelo ator estadunidense Humphrey Bogart, seria tão marcante e propícia como agora.

sábado, 10 de julho de 2010

Vinícius de Moraes

"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades..."

terça-feira, 29 de junho de 2010

Presença

Alegro-me quando está perto de mim
Sua presença me trás conforto...
Entristeço-me quando está perto de mim
Não tocá-la me deixa desolado...
Alegro-me quando está longe de mim
Minha razão volta ao normal...
Entristeço-me quando está longe de mim
Não tenho mais você...

Guardo em mim apenas as alegrias!