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sexta-feira, 2 de março de 2012

Triunfo e Tormenta


E ele tinha perdido tudo. Já deveria ter se acostumado com as perdas, mas aquela, por algum motivo misterioso, tinha sido a pior de todas. Sua maior conquista e sua total ruína. Um triunfo derradeiro que o levou a inexorável tormenta. Tê-la nos braços e perde-la logo depois tinha sido a pior tortura. Por um momento o cavaleiro exilado desejou nunca a ter conhecido, mas esse sentimento durava apenas até lembrar-se dos olhos de sua amada. Então aquilo doía novamente. Sentia, pois sabia que debilmente faria tudo de novo. Aquela mulher era sua perdição e o homem não poderia fazer nada a esse respeito.
Sor Jorah Mormont tinha sido o chefe de sua Casa desde que seu pai, Jeor, tinha deixado a Ilha dos Ursos para servir a Patrulha da Noite na Muralha. Desde que seu pai o tinha deixado Garra Longa, a espada de aço valoriano. Como tinha saudades de segurar aquela lâmina novamente! No entanto, aquela arma não o pertencia mais. Suas terras também não mais eram dele, assim como sua própria Família. Era um guerreiro proscrito que agora vagava fugido de sua pátria e dos próprios Sete Reinos. Estava fora de Westeros em uma modesta casa em algum lugar pobre de Lys, uma das Cidades Livres.
Ele tinha conquistado e perdido tudo. A causa de todo seu triunfo e tormenta era a linda e nobre Leyton Hightower. Por ela Sor Jorah vencera inesperadamente o torneio em Lannisporto. Entenda, o cavaleiro era um guerreiro experimentando pela guerra contra a Rebelião dos Greyjoy e tinha sido um dos primeiros a chegar à praia das Ilhas de Ferro, mas não era tão bom com cavalos e justas. Tinha vencido contra todas as expectativas. Tinha vencido por amor e para tornar sua amada a Rainha do Amor e da Beleza. Tinha feito de tudo para impressioná-la e, para sua ruína, realmente conseguiu.
Venceu o torneio e levou sua pequena para casa. Casou e foi um lorde mais feliz que qualquer outro do Norte. Entretanto, os Hightower eram de uma Casa ainda mais alta que os Mormont e Sor Jorah descobriu rapidamente como era custoso manter a felicidade de sua bela Leyton. Os recursos da Ilha dos Ursos foram postos ao prazer de sua amada levando sua Casa a falência tão rápida e avassaladora como foi sua paixão pela mulher. Foi então que o cavaleiro cometeu seu pior e mais hediondo erro...
Sor Jorah encontrou um grupo de caçadores vagueando por suas terras, roubando seu gado e invadindo suas posses. Não havia dúvida que se tratava de criminosos, claro, mas não foi a Justiça do Rei que ele aplicou. Não foi há seu Lorde, Eddard Stark, que o cavaleiro jurou vassaladagem, que condenou os bandoleiros. Foi o próprio senhor da Casa Mormont que os condenou e os vendeu ilegalmente para o mercado de escravos Tyroshi. E isso é crime, tanto no Norte como em todos os Sete Reinos de Westeros.
Assim, Sor Jorah não enfrentou seus crimes como deveria na condição de cavaleiro, pois não aceitou ser condenado a morte por Lorde Stark e nem se juntar ao seu pai e vestir o preto fazendo os votos na Muralha. Ao invés disso, o homem fugiu apaixonado com sua esposa para as Cidades Livres e conseguiu uma casa miserável em Lys. No entanto, Leyton Hightower continuava dispendiosa e nem seus ganhos como mercenário era capaz de aplacar sua luxúria e logo sua amada o abandonou e partiu para sempre.
Agora ela deveria estar em outro lugar com outro homem e Sor Jorah; chefe da Casa Mormont, Senhor das Ilhas dos Ursos, cavaleiro exilado e mercenário tinha perdido tudo por aquela mulher. Tinha perdido tudo em vão. Não! Por pior que fosse, mesmo naquele momento de pura tristeza e abandono, ele não pensava assim. Tinha valido a pena. Mesmo perdido tudo e principalmente sua honra, tudo tinha a recompensa de ter sua Rainha do Amor e da Beleza mesmo que por pouco tempo. O cavaleiro proscrito ainda conseguia sorrir debilmente apaixonado em meio a toda aquela melancolia. Teve sua paixão vivendo-a plena e intensamente. Quantos homens poderiam falar o mesmo?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Coração


Que seja como pede a sua vontade.
Não é assim tão ruim no final das contas.
Posso apenas imaginar como seria.
Sempre vivi de sonhos e ilusões.
Escuto sua voz me chamar baixinho.
Sinto seu toque por todas as manhãs.
Até vejo nossos filhos no parque...

Mas tenha apenas compaixão.
Devolva aquele velho coração.
Que você levou em vão.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Qualquer outra coisa...


“Ela é só uma menina
E eu pagando pelos erros que eu nem sei se cometi
Ela é só uma menina
E eu deixando que ela faça o que bem quiser de mim
Se eu queria enlouquecer essa é a minha chance
É tudo que eu quis”

Romance Ideal – Os Paralamas do Sucesso








Eu não fiz nada, mas você veio até mim mesmo assim. Evitei-te ao máximo, mas devo admitir que não tentei o suficiente. Como eu poderia se já estava perdido desde antes dos seus olhos pararem nos meus. Não podia me defender de sua aproximação e fiz coisas que jamais julgaria capaz de realizar. No entanto, não há um segundo de arrependimento em mim.
Não foi uma chegada rápida ou abrupta. Vindo de mansinho como quem não queria nada e talvez até tenha sido o que aconteceu. Mas foi ficando e se espalhando em todo meu coração como se já fosse dona dele há muito tempo. Era cada vez mais difícil evitar você. Era cada vez mais difícil não pensar em você. Era cada vez mais difícil não te querer perto.
Então nos admiramos. Eu e você. O que havia em volta não importava mais. Na verdade nem mesmo nós dois importava mais. Apenas como um via o outro. Imagens idealizadas de nós mesmos, ou talvez um tenha visto verdadeiramente o outro pela primeira vez. A sintonia era evidente até mesmo para os que não habitavam nosso mundo. Não era amizade nem amor, devia ser qualquer outra coisa.
Assim nossos corações se tocaram. Um momento único que nenhum de nós pode explicar depois, mas apenas sentir. A intensidade ocupou o espaço de toda a calma que havia até então e nenhum dos dois conseguiu entender bem o que aconteceu. O bem querer se tornou palpável com um toque suave, mas que rapidamente se tornou dolorido. Nossas vidas tomaram outro rumo desde então.
Tudo que aconteceu foi fantástico. Mesmo quando não soubemos como reagir devido à vertigem de informações e mudanças que estavam acontecendo em nossas vidas. Segredos não foram revelados apesar de um confiar no outro como nunca fizemos antes. As transformações continuam acontecendo e embora pareça cada vez mais distante agora, ainda não sabemos se teremos um final feliz. Se existe ainda alguma esperança em nós.
O que é fato agora é a distancia. Seja ela provocada ou natural cada vez mais um não se conforta mais no outro. Seja amor ou amizade. Tomamos caminhos tão diferentes que até parece que foi por medo. Insegurança do que poderia ser e de tudo que deveria ser enfrentado. Fomos pelo caminho mais fácil. Eu vou partir, mas não sei se isso é um adeus ou apenas um até logo. A única coisa que tenho certeza é que voltarei para aquela velha casa e a porta estará apenas encostada...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Perto.


“Não quero estar neste lugar e ver você partir
eu quero te esperar aonde você quer ir
te receber
te acomodar
te oferecer a mão
poder cantar, te acompanhar ao violão”
De Perto – Os Paralamas do Sucesso

Olhou pela janela observando o belo jardim que se espalhava na frente de um pequeno quarto na parte velha da cidade. Imaginou se ela passaria por ai e voltou a ver a cama vazia tomando um trago da garrafa de cerveja que tinha nas mãos. Lembrou dos momentos que acabara de ter junto com a mulher que amava e como algo tão lindo podia ter se perdido assim.
Voltou a olhar para fora e viu várias pessoas passando e se perguntou como deveriam ser suas vidas na complexidade e profusão de sentimentos que ele mesmo se via. Ele tinha conhecido muitas mulheres e passado por aquilo várias e várias vezes e então porque era diferente agora? O que tinha mudado?
Não tinha entendido bem o porquê ela o deixou, mas de qualquer forma ele mesmo sabia que as coisas seriam mais serias agora e estava na fase que normalmente a afastaria. Fez isso com todas as mulheres que teve e por algum motivo tinha se sentido muito mal desta vez.
Ele a viu atravessando as ameias floridas da primavera que embelezavam ainda mais o jardim do parque e entendeu que era ela diferente. Que encontrara uma mulher diferente de todas as que passaram por aquele quarto e contemporizou se não havia perdido a mulher de sua vida.
Não!
Estava sendo romântico e isso ele apenas era para conquistar as mulheres. Estava agindo como alguém que não estava no controle. Alguém... apaixonado.
Então ele finalmente entendeu a diferença de seus sentimentos e como aquela mulher era diferente. Ele a viu parar e quase olhar para trás. Quase a chamou aos berros, mas sabia que aquele não seria o momento. Ele perdeu o momento ou talvez devesse ter apenas a paciência para esperar que um dia eles pudessem ficar juntos.
Alimentava a esperança como um jovem apaixonado, mas ele seguiria a vida dele. Talvez pudesse ter-la de volta. Lembrou de uma antiga frase que dizia que um verdadeiro homem não é aquele que conquista várias mulheres, mas aquele que conquista a mesma mulher várias vezes. Ele a queria mais uma vez ali, não longe, mas...
De perto.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Vai, se você precisa ir



"Meu amor, cuidado na estrada
E quando você voltar
Tranque o portão
Feche as janelas
Apague a luz
e saiba que te amo..."


Quando você voltar
Legião Urbana






Era intenso demais para meus olhos contemplarem.
Busquei por tudo que lhe agrada a alma e o coração.
Agora devo ter paciência e por isso estou tentando.
Você se foi, mas não sei se ainda pensa em voltar.
Não sei se ainda pensa em mim ou se amei sozinho.
Talvez tenha sido erro meu ou talvez tenha sido seu.
Então quem sabe simplesmente não houve erros,
mas apenas o momento errado para nós...

Única coisa que sei é que só você me faz falta.
Aquele olhar voluptuoso de completa admiração.
Seu cheio embriagante que tira minha prudência.
Aquele gosto que teima em ficar em minha boca.
Seu rosto levemente levantado à espera do beijo.
Logo antes dos seus lábios massagearem os meus.
Todo aquele sentimento que trazia conforto e
que me deixava estupidamente apaixonado...

Apesar de tudo você partiu me deixando aqui.
Não quero ficar apenas vendo você ir embora.
Era bom demais quando você se aconchegava.
Eu sei que tudo está mudando muito rápido.
Existem coisas tristes ainda não ditas por você.
Como posso cobrar se existem segredos em mim.
Logo eu não vou impedir você de ir então vá,
mas apenas posso esperar que volte logo...

Tudo mudou quando você esteve aqui.
Receio que nada mais voltará ao normal.
Deixou um vazio e eu não sei se existiu algo.
Mesmo assim eu sei que sou uma nova pessoa.
Eu ainda estou bem porque foi bom ter você.
Espero sua volta sabendo que pode ser em vão.
E se você voltar fique comigo e não olhe para trás,
pois deixe que agora eu cuidarei de ti...

Então quem sabe simplesmente não houve erros,
mas apenas o momento errado para nós...
Todo aquele sentimento que trazia conforto e
que me deixava estupidamente apaixonado...
Logo eu não vou impedir você de ir então vá,
mas apenas posso esperar que volte logo...
E se você voltar fique comigo e não olhe para trás,
pois deixe que agora eu cuidarei de ti...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Perda...


Quando se perde um amigo somos abatidos por uma tristeza sem fim.
Como se nosso porto seguro fosse invadido e perdemos o nosso chão.
Não temos mais aquele abrigo em que finalmente abaixamos a guarda.
Assim a dor só pode passar com ajuda acalentadora daqueles que ficam.
Apenas um amigo, mesmo sem substituir, pode curar a perda de outro.
No entanto, alguns amigos podem ser impossíveis de deixar partir.
O amor é tão grande que se torna difícil não o querer bem pertinho.
Às vezes não perdemos um, mas vários de forma constante e inexorável.
Perdemos a direção e nos sentimos solitários, mesmo em meio de muitos.
O sentimento de perda nos faz tentar mudar toda essa cruel situação.
Mas como pedir para ficar, sem acabarmos sendo totalmente egoístas?
Querer próximo não é prender e a felicidade não está na obrigação.
Assim o vemos partir calados e mergulhados em nossas próprias lágrimas.
Vazio que nunca será preenchido e talvez jamais sanado pelo tempo.
Aos que ficam resta apenas a saudade, pois esta sim está sempre presente.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aqueles versos escritos na areia...



Aqueles versos escritos na areia.
Juras de amor que não importam mais.
Palavras ditas que nunca foram ouvidas.
Afeto que se sentiu apenas sozinho.
Esperança abalada pela desilusão.

Aqueles versos escritos na areia.
Coração doado a mãos duras.
Sangra na falta do acalento.
Pulsando em vão por ti.
Busca por algo que nunca esteve lá.

Aqueles versos escritos na areia.
Flores que nunca foram entregues.
Planos que ficaram apenas nos sonhos.
Momento fora do seu tempo.
O fim de todas as coisas.

Aqueles versos escritos na areia.
Choro quente debaixo da água fria.
Querer bem afastado pela razão.
Grito calado pelo silêncio.
Desespero na escuridão da noite.

Aqueles versos escritos na areia.
Feitos assim para que se esqueça.
Levados pelo mar da existência.
Que temam em ficar na memória.
Perdidos em algum lugar de mim.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Adeus.


“Ela se vestiu, e se olhou;
sem luxo, mas se perfumou.
Lágrimas por ninguém,
só porque, é triste o fim.
Outro amor se acabou.”
Ela disse Adeus – Os Paralamas do Sucesso

A menina caminhou entre as ameias floridas da primavera, mas mesmo com todas aquelas cores, a alegria não atingia a sua alma. Sua mente não estava ali, mas no quarto que acabara de sair, de ter sido abandonada. Pensou em olhar para trás uma última vez, talvez buscando aquele que a tinha deixado, mas desistiu rapidamente desses pensamentos e só pensava como ainda não havia chorado. Depois de tudo que aconteceu, não tinha derrubado uma lágrima ainda.
Aquilo tudo era tão injusto, tão derradeiramente injusto. Ela o tinha amado tanto, talvez mais que os outros e mesmo assim tudo tinha dado errado. Realmente tentou fazer tudo certo desta vez. Prometera a si mesma a nunca se entregar totalmente de novo, devido a decepções passadas, mas não tinha conseguido evitar. Ele era tão apaixonadamente charmoso. Seu sorriso era tão lindo e as marcas do tempo que se formavam em seu rosto lhe davam uma calma única.
Não queria, mas aconteceu e agora só podia lamentar por ter ocorrido da mesma forma que tantas outras vezes. Ela o amou, mas o fez sozinha como nos versos de Poe e pensou se em algum momento aquele lindo rapaz de olhos escuros gostou realmente dela em algum momento.
Tinha feito tudo por ele e foi em vão. Achou que naquele momento seria diferente. Apostou tudo por aquele homem. Tudo seu era de seu amado e ele tinha o coração dela nas mãos, mas preferiu partir em outras aventuras. Ela seria apenas mais uma daquelas aventuras, pois o amor tinha se fragmentado em mil pedaços como um vidro que se quebra e nunca mais pode ser concertado totalmente.
Mais uma vez ela estava sozinha e novamente às ironias do destino a exigiam força para seguir em frente. Sim! Seria forte, mas estava tão cansada de ser forte sempre. Tão cansada de nunca demonstrar seus sentimentos. Suas fraquezas. Isso a estava deixando dura e tinha medo que seu jeito a fizesse se tornar uma mulher sozinha e isso era, talvez, o que mais a assustava.
A jovem perdida meneou até um banco quase em vertigem. Sentou. Colocou as mãos ao rosto quente e as lágrimas salgadas finalmente deslizaram em sua pele alva como a chuva suave das tardes que teimavam não vir naquele dia. O dia estava feliz, era apenas ela que estava triste. Apenas ela. Foi então que olhou para trás e...
Ela disse adeus.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Doces Sonhos


“Sweet dreams are made of this.
Who am i to disagree?
I traveled the world and the seven seas.
Everybody's looking for something.”
Sweet Dreams

O que você fez comigo?

Algo tão recente e ao mesmo tempo tem tanta intensidade. As emoções tão a flor da pele, seja por um lado ou por outro. Gostar do que você faz é o mesmo que amar e achar ruim alguma atitude sua é o mesmo que odiar. Paixão inexorável para o bem ou para o mal.

Força avassaladora que se bateu contra mim vertiginando meus sentidos e revirando meu mundo de maneira tão assustadora. Arrebata meu juízo e faz com que eu surpreenda a mim mesmo. Tira de mim a mim mesmo. Retira os grilhões que eu mesmo prendi a mim, sejam eles justos ou não. Faz-me ousar o que nunca imaginei antes.

No entanto, o que mais me intriga é que mesmo assim eu tenho uma paz que nunca senti antes. Mesmo com medo eu me entrego e fico sereno diante da tormenta. Consigo perceber e entender bem todos os riscos e tudo que estou apostando, mas ainda sim eu sei exatamente o que quero e isso me traz uma estranha calma.

Intensidade e ao mesmo tempo suavidade. Sentimentos tão opostos que se misturam em minha alma e fazem com que eu me compreenda melhor. Fazem com que eu queira ser melhor, mesmo cometendo meus erros humanos. Foi o que essa dicotomia provocou em mim. Querer ser ainda melhor para você.

O futuro é incerto para nós. Disso eu sei e você sabe muito bem também, mas pense! Algo que gera essa profusão de sentimentos não poderia ser diferente. A magia nunca foi mais que um doce sonho minha querida. Tivemos nosso momento e aquela linda tarde ainda está em minha mente como muitas outras coisas que me faz lembrar você. Por isso eu não tenho receio do que há por vir, pois seja que rumo nossas vidas tomem ainda temos nosso momento. Pode ser passado, mas espero que seja presente também. Acho que minha pergunta inicial não faz mais sentido, pois eu deveria perguntar...

O que você faz comigo?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Para Sempre...


“Sempre existirá Paris”
Humphrey Bogart
Casablanca



A jovem estava sentada em uma cadeira de metal em estilo moderno sutilmente afastada da mesa redonda com toalhas alviverdes. Embora estivesse na mais famosa avenida de Paris, o lugar estava relativamente vazio. O Montecristo Café era um local aconchegante com poucas mesas na rua protegida com toldos vermelhos. Eram servidos vários tipos de café, mas como uma brasileira ela estava acostumada a pedir um simples quando no máximo um capuccino.
No entanto, nada disso permeava a mente dela. Na verdade estava muito ansiosa a espera daquele que a tinha tirado de sua semana de trabalho. Ela estava na França representando uma firma portuguesa em que trabalhava desde que tinha se formado na faculdade de Coimbra e decidido não mais voltar ao Brasil.
Tinha sido uma coincidência incrível quando a moça descobriu que seu amigo de infância, que não via há quase 10 anos, também estava em Paris, mas este a passeio com sua família. Para ela era quase mágico saber que ambos estavam longe de seu país de origem, longe do local de trabalho, mas se encontrariam mesmo assim depois de tanto tempo separados. Isso se tornava mais forte sabendo que tinham sido namorados na escola. Aquele primeiro amor que se tornou difícil de esquecer, mas a vida e o destino tinham feito questão de separar.
A mulher estava muito ansiosa.
Será que ele ainda pensava nela? Será que em momentos tristes ou desilusões amorosas ele pensava nela e tentava entender o porquê aquele amor não tinha dado certo como ela sempre refletia? Será que ele ainda a amava?
A mulher afastou esses pensamentos ao ver seu antigo amigo se aproximar atravessando a Avenida Champs Élysées e a vendo já de longe. Ela achou fantástico o tempo não ter alterado quase nada nele e de perto pode perceber que nenhuma linha do tempo tinha maltratado seu lindo rosto. Entretanto aquilo a fez sentir certa vergonha de si mesma, pois sabia que não estava mais tão bonita como antes.
O rapaz a cumprimentou e a beijou no rosto educadamente. Ela sentiu sua própria pele queimar e imaginou se estava corada. Considerou-se uma idiota por ter sentimentos de uma estudante mesmo sendo mais velha e rezou para que seu amigo não percebesse a profusão se emoções que corriam por toda sua mente.
Eles conversaram e relembraram do passado fazendo aquela tarde ser longa e de certa forma onírica. Havia uma letargia no ar e parecia que os bons tempos tinham voltado pela força avassaladora da saudade. Ambos esqueceram das vidas que tinham e embora tinham revelados seus feitos um para o outro no início da conversa, os anos que passaram separados não importavam nem um pouco.
O dia atingia seu crepúsculo como aquele encontro e assim ambos falavam cada vez mais na tentativa débil de adiar o inevitável. Foi nesse momento que o amigo a fez a pergunta fatídica. Ele a indagou sobre o que tinha acontecido com os dois e como podiam não estar mais juntos.
A mulher ficou sem jeito e tentou disfarçar dizendo que não era ela que tinha se casado e estava com três filhos. Não era ela que tinha levado a vida por um caminho tão diferente e seguido adiante.
O homem sorriu e, olhando nos olhos dela, disse que nunca tinha amado tanto alguém como ela. Nunca uma mulher o tinha feito sonhar como aquela garota da escola. Seu primeiro amor. O primeiro amor de ambos...
Uma confusão de sentidos penetrou inexoravelmente na jovem que se levantou tentando se despedir de seu amigo... se despedir de seu amor. Ambos não tinham mais tempo para aquilo e a vida os tinha levado a caminhos tão diferentes que aquela conversa tinha se transformado em algo injusto e dolorido.
Entretanto ela mesma se surpreendeu deixando levar pelas suas emoções beijando o amigo...
Foi um beijo longo. Ele a abraçou com força e ao mesmo tempo com carinho em uma dicotomia que apenas um homem apaixonado era capaz de fazer.
O tempo simplesmente parou.
Se eles já estavam envolvidos por aquele sentimento apaixonado e saudosista agora ambos estavam totalmente arrebatados. Aquilo era forte demais para os dois e eles claramente tentaram aproveitar o momento ao máximo possível.
Seus sentimentos diminuíram e o casal se separou novamente. Mais uma vez um sorriso torto se formou no rosto do homem fazendo a moça sorrir com facilidade.
Ambos sabiam que aquilo não iria para frente. Sabiam que se despediriam ali e cada um iria tocar sua vida sozinho, pois não havia mais espaço para aquele sentimento na rotina deles.
Eles partiram.
Sem um saber do outro, os dois lembraram do antigo filme preferidos de ambos nos tempos de escola. Tinham visto Casablanca juntos pela primeira vez no inicio do namoro juvenil e o tinham escolhido como símbolo do sentimento deles. Mal sabiam que a frase de Rick Blaine, personagem interpretado pelo ator estadunidense Humphrey Bogart, seria tão marcante e propícia como agora.

domingo, 26 de dezembro de 2010

O Urso e a Raposa

O urso ficou admirado com sua audácia!
A pelugem rubra podia tê-lo encantado,
mas era a inteligência da raposa que o impressionava...
Por um bom tempo ele ficou parado,
pois não tinha a menor idéia do que fazer!

A raposa se recostou no corpo do urso!
Aqueles braços poderosos a cobriram,
já que o urso tinha muito carinho guardado...
No entanto, ele era forte demais e,
como sempre, o urso machucou quem amava!

A raposa fugiu mais rápido que um raio!
Como os outros animais ela estava desesperada,
logo acabou se machucando caindo em um buraco...
Ficou presa em um emaranhado de gravetos,
com medo do grande urso que se aproximava!

O urso a resgatou prontamente!
Assim a raposa pode entender seu gesto,
pode entender que ele queria apenas seu bem...
Sentiu toda angustia do velho urso,
logo prometeu que nunca o abandonaria!

Um grande sentimento floresceu entre os dois!
O urso estava muito agradecido,
pois tinha encontrado uma amiga finalmente....
A raposa estava muito feliz,
agora tinha a quem confiar!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Raposa

...então o urso caminhou sozinho mais uma vez!
Já estava acostumado a ser abandonado,
muitos animais não o compreendiam...
Toda a esperança tinha abandonado o urso,
entretanto ela reacendeu mais uma vez!

Passeava perto do urso uma doce raposa!
Era peralta e tinha uma beleza impar,
que demonstrava toda sua sagacidade...
Graciosa ao caminhar,
não demorou a perceber a presença do urso!

A raposa era um animal desconfiado por natureza!
Pequenina e extremamente frágil,
tinha aprendido a sobreviver com sua evasão...
Entretanto não era apenas furtiva a raposa,
pois tinha uma forte tendência a curiosidade!

A mais esperta dos animais da floresta!
Sua iniciativa a fazia agir sempre,
mas sua impulsividade já lhe trouxe problemas...
Estava indecisa ao que fazer,
já que o urso parecia ser ameaçador.

Era também tão intrigante!
A raposa o rodeava com estrema leveza,
atenta a todos os seus movimentos...
Ela olhou com desconfiança ao velho urso,
mas decidiu se aproximar toda amável!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Letrinhas Dispersas

Poucas vezes eu irei mudar a forma que eu posto em meu blog para escrever outros temas e esse é um desses momentos. Meu propósito é divulgar meus contos, estórias e poemas e tem sido assim desde quando o criei. No entanto, essa é a segunda vez que modifico isso e a razão não poderia ser mais especial.
Quero homenagear uma pessoa incrível em que conheço há muito pouco tempo, mas foi responsável indiretamente por esse blog, seja como fonte de inspiração, seja como apoio para continuar escrevendo...
Lívia Inácio.
Conheci-a no cursinho. Ela era aluna enquanto eu dava aulas de História do Brasil e infelizmente tivemos um contato muito superficial. Lívia passou no vestibular e foi fazer a tão sonhada faculdade de jornalismo.
Esse ano uma amiga em comum esteve trabalhando com ela por um tempo e, mediante a esse contato, eu tive a oportunidade de “visitar” seu lindo blog.
Chamado “Letrinhas Dispersas” o blog de Lívia se dedica a contos, estórias e poemas, mas essa aparente semelhança com o meu blog pode enganar.
Eu nunca poderia escrever com tanta beleza, delicadeza e ingenuidade que faz tão bem a nossa alma e coração.
Nesse sentido seu blog é o oposto do meu e sempre que estou cheio de preocupações e problemas permeando minha mente é para o “Letrinhas Dispersas” que eu vou, pois sempre tem um escrito novo e cativante.
Nossa querida Lívia é possuidora de uma habilidade ímpar com as palavras tornando a leitura gostosa e agradável.
Fica aqui então minha dica, em um 12 de outubro, para todos aqueles que querem ter a incrível sensação de voltar no tempo e ler algo de pureza límpida e suave para esses dias tão escuros que estamos vivendo agora.
Vocês encontrarão um dos melhores blogs que eu já tive a sensacional oportunidade de ver a acompanhar fielmente.
Parabéns Lívia!!!

Letrinhas Dispersas
http://letrinhasdispersas.blogspot.com/

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Estrela do Mar


“O pescador tem dois amor
Um bem na terra, um bem no mar”
O Bem do Mar – Dorival Caymmi



O pescador olhava para o mar e sentia sua própria tristeza refletida nas ondas letárgicas do outono. Era extremamente difícil se conseguir peixes durante aquela época, mas o mais complicado era encarar sua própria família. Ver aqueles rostinhos decepcionados quando ele não traz o único sustento da família.
Parecia aquele mais um dia como estes. Suas desventuras no mar trariam fome às pessoas que ele mais amava. Isso era mortal para o pescador e cada vez menos sentia vontade de voltar ao mar.
No entanto, parou o barco em um ponto qualquer e voltou a pôr a rede na água em sua última esperança de pescar peixes. Ficou ali um tempo e puxou a rede de volta sem nada encontrar, ou era o que imaginou naquele momento. Nos emaranhados de corda, lixo e algas o pescador encontrou algo que julgava nunca encontrar.
Uma estrela do mar.
Sentou no convés de seu pequeno barco totalmente fascinado pela beleza daquela brilhante estrela que ele encontrou em meio ao universo do oceano.
Era linda! Tinha o azul do céu e brilhava refletindo todas as luzes que caíam sobre ela, como se toda a beleza do mundo se curvasse diante dela.
Aquilo enchia os olhos do pescador, deixando-o em êxtase profundo. Então ele se lembrou do passado, quando viu pela primeira vez uma estrela do mar.
Infante ainda na época, ele não sabia como reagir a àquela beleza, não sabia apreciar sua delicadeza, mas seu fascínio já tinha encantado o pescador.
Lembrou das brincadeiras que fazia com os amiginhos da escola e do tempo que passava com seu pai na pescaria. Adorava aquilo, adorava os tempos do colégio, em que sua única preocupação era se divertir. O pescador teve saudade daquele tempo.
A estrela do mar lhe trouxe todas aquelas boas lembranças. Ele quase pode sentir tudo novamente, como se vivenciasse de novo. Queria agradecer à linda estrela por ter feito tudo isso, mas não sabia se ela entenderia. Na verdade não saberia como fazer, pois era um simples pescador e entendia apenas de peixes.
Revigorado ele voltou a jogar a rede no mar e buscou, inspirado pela estrela do mar, o sustento para sua família. Não mais importava se conseguiria ou não, o pescador estava feliz como não era há muito tempo. Isso devia muito a ela...
Estrela do mar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Saudade


E como nos filmes a chuva banhava o mármore cinza. Havia algo no ar que eu não entendia bem, certa letargia...
O pequeno campo estava molhado, mas o céu não estava totalmente nublado. Seria uma suave garoa passageira que parecia estar propositalmente acontecendo naquele exato momento. Não havia chovido nesses dias, apenas hoje. Seria coincidência?
Eu estava em frente ao túmulo de uma amiga da minha infância.
Olho para a lápide em minha frente e tento me lembrar de todas as alegrias que passamos juntos. Dos tempos em que brincávamos na pracinha perto da minha casa e de todas as besteiras que fazíamos juntos.
Eu costumava mexer com ela para que, irritada, ela corresse atrás de mim. Corria como um louco, sem me importar com as pessoas que nos viam. Éramos crianças e aquela foi a melhor fase da minha vida.
Não tínhamos as preocupações e deveres da vida adulta, apenas brincávamos alegremente. Tudo era mais simples e divertido e como qualquer pessoa, eu imagino, sinto muita saudade daquele tempo.
Saudade.
Fazia tempo que eu não tinha contato com ela e nos reencontramos recentemente. Marcamos de nos encontrar nas férias, pois ambos estávamos com muita saudade um do outro.
Mas o pior aconteceu.
Tinha tantas coisas para falar e agora eu não poderei mais. Não tinha mais contato com ela, mas saber que eu nunca terei só faz apertar o peito e a saudade me atinge inexoravelmente.
Penso em todos os amigos que não tenho mais contato, seja por desavenças ou simplesmente pela ação do tempo.
Será que um dia eu irei voltar a vê-los?
Mesmo os que eu acabei me desentendendo. Será que eu terei a oportunidade de conversar novamente com eles? Será que eu terei a sabedoria de perdoá-los e eles a mim?
Gostaria muito de mudar as coisas, gostaria de ver o sorriso da minha amiga que está enterrada novamente.
Algumas coisas eu posso fazer, outras não.
Não sei se eu poderei reencontrar a todos que gostaria.
A única coisa que eu sei é o que eu sinto...
Saudade.

sábado, 10 de julho de 2010

Vinícius de Moraes

"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades..."

terça-feira, 29 de junho de 2010

Presença

Alegro-me quando está perto de mim
Sua presença me trás conforto...
Entristeço-me quando está perto de mim
Não tocá-la me deixa desolado...
Alegro-me quando está longe de mim
Minha razão volta ao normal...
Entristeço-me quando está longe de mim
Não tenho mais você...

Guardo em mim apenas as alegrias!

domingo, 27 de junho de 2010

Ascensão

Olho em sua direção e não está mais lá.
Tento desesperadamente encontrar.
Ficou apenas uma sombra do que foi.

Minha vida vai esvaindo dentro de si mesma.
Não há nada que me fascine mais no mundo.
Preso dentro das ilusões que eu mesmo criei.

A esperança já abandonou esse lugar.
O vazio me rodeia completamente.
Os demônios vêm saudar minha caminhada.

Uma luz bruxuleante surge no horizonte.
Feixes tímidos percorrem meu limbo particular.
Seu brilho começa a desafiar as trevas.

A claridade radiante afasta as sombras.
A paz extrai a angústia que existia em mim.
Penetra em meu ser e ascendo ao paraíso...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Resplendor

Esse sentimento não pode ser verdadeiro.
Os demônios ainda me rodeiam com sussurros.
Malditos tentam desesperadamente me enganar.
Entretanto eu vejo com mais clareza agora.

Sigo o brilho cálido do amanhecer.
Aquela luz me faz tão bem agora.
Percebo que todo o mal que causei.
Foram apenas erros e nada mais.

O resplendor me preenche totalmente.
Sinto todo o amor que dedicaram a mim.
O amor que tenho dedicado a tantos.
Lágrimas de fascínio percorrem minha face.

Êxtase perturba meus sentidos.
Fecho os olhos e continuo meu caminho.
Não enxergo mais dessa forma mundana.
Vejo apenas com meu coração.

A claridade radiante afasta as sombras.
A paz extrai a angústia que existia em mim.
Penetra em meu ser e ascendo ao paraíso.
A glória me acalma para sempre...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Alvorecer

Estou em um lugar totalmente desconhecido agora.
Um tom sombrio percorre até onde minha vista alcança.
Sinto minha tristeza sendo deixada para trás.
Entretanto o medo percorre toda a minha espinha.
Caminho para onde meus pés querem me levar.


Há algo de estranho no campo onde piso.
Parece se mover de forma desordenada.
Braços e cabeças saem do chão.
Escuto sussurros de lamento e dor.
Prantos de uma demanda muito longa.

São as vozes do passado que me atormentam.
Aqueles que me fizeram sofrer por toda vida.
Aqueles que eu magoei de forma tão mesquinha.
Faço as pazes comigo mesmo em busca de descanso.
Faço as pazes com as almas que me rodeiam.

Um brilho bruxuleante surge no horizonte.
Feixes tímidos percorrem meu limbo particular.
Seu brilho começa a desafiar as trevas.
Um tom cinza percorre até onde minha vista alcança.
Algo estranho preenche meu coração agora.

Como uma mariposa eu sigo a luz radiante.
Tento buscá-la para purificar a mim mesmo.
Vacilo, pois acredito que nada disso é real.
Não posso acreditar que algo bom possa acontecer.
Nada de bom nunca aconteceu comigo...